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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

17/01/2014 20:25

Toda chuva alaga avenida e deixa até moradores de prédio "ilhados"

Zana Zaidan
Na chuva do 5 de janeiro, rotatória da Rachid Neder com Rui Barbosa virou rio (Foto: Arquivo)Na chuva do 5 de janeiro, rotatória da Rachid Neder com Rui Barbosa virou rio (Foto: Arquivo)

Apesar de pequeno, o córrego Cascudo tem causado grandes transtornos aos moradores do região do bairro Monte Castelo, em Campo Grande. Nos meses de chuvas intensas, a Rachid Neder alaga e a enxurrada leva tudo que vê pela frente. Subterrânea, a garagem de um prédio foi tomada pela água durante um dos temporais.

“É pedaço de asfalto, de madeira, até carros já foram arrastados. Eu mesmo não deixo o meu estacionado do lado de fora de jeito nenhum”, conta o proprietário de uma floricultura que fica na avenida, Jean Arantes, 24 anos.

A falta de um sistema de drenagem para o córrego, somada à sujeira acumulada nos bueiros, e a água das ruas perpendiculares que deságuam na Rachid Neder, deixam a via, um dos principais acessos ao bairro, interditável. “A rua vira um rio, ninguém tem coragem de passar por aqui, não”, acrescenta Paulo Arguelho, 55 anos, morador há três.

Ilhados
– Problema maior enfrenta quem mora nos prédios na esquina da avenida com a 14 de Julho e a Rui Barbosa. No primeiro, o Garden das Palmeiras, água invadiu a garagem durante uma das chuvas deste ano.

No Garden San Francisco, moradores comentam entre si a falta de providências da prefeitura para solucionar o problema definitivamente. Em duas ocasiões, funcionárias do prédio não voltaram para casa, porque não tinham como sair para pegar o ônibus, conta o síndico do prédio, o publicitário Rogério Guimarães, 34 anos.

“Na última chuva me arrisquei e enfrentei a enxurrada. Entrou muita água dentro do meu carro, outros moradores reclamam da sujeira que fica, que entra de tudo embaixo no motor”, acrescenta outra moradora, a estudante Náthalie de Miranda, 30 anos.

Morador do prédio em frente à rotatória acredita que o imóvel desvalorizou por causa dos alagamentos (Foto: Cleber Gellio)Morador do prédio em frente à rotatória acredita que o imóvel desvalorizou por causa dos alagamentos (Foto: Cleber Gellio)
Náthalie já teve o carro invadido pela água ao atravessar a enxurrada (Foto: Cleber Gellio)Náthalie já teve o carro invadido pela água ao atravessar a enxurrada (Foto: Cleber Gellio)

Desvalorização – Até prejuízos pela desvalorização do imóvel os moradores acumulam. “Já ouvi de corretores, ou de gente que comprou apartamento aqui como investimento, que o valor caiu por causa da falta de drenagem da rua, afasta interessados em morar aqui. É um local ótimo, com esse porém”, afirma Guimarães.

O secretário municipal de Obras, Semy Ferraz, afirma estar ciente do problema. Segundo ele, entre dez e 12 casas ficam alagadas na região quando chove. Ferraz diz, ainda, que a prefeitura tem um projeto pronto para a obra de drenagem do córrego Cascudo, orçado em R$ 15 milhões. A implantação depende de liberação da verba pelo governo federal.

Enxurrada vem das ruas que cruzam Rachid Neder e deságuam na rotatória (Foto: Cleber Gellio)Enxurrada vem das ruas que cruzam Rachid Neder e deságuam na rotatória (Foto: Cleber Gellio)


Agora o Sr. EDSON TROMBINE LEITE botou o dedo na ferida e apontou a causa. Alguns alagamentos ocorriam em Campo Grande quando a chuva era fora do comum, mas depois que começaram a surgir prédios em lugares como Sóter e próximo ao Parque das Nações, qualquer chuva causa alagamentos.
 
Sergio Arantes em 18/01/2014 11:33:06
Enquanto a Lei do Uso do Solo continuar a se desrespeitada, o problema continuará a acontecer. Veja o que já aconteceu no vale do sóter, na região do cachoeirinha. agora no cascudo e por aí vai. E a coisa só tende a piorar com a expedição indevida de alguns alvarás!
Até quando?
 
EDSON TROMBINE LEITE em 18/01/2014 09:31:00
e na hora da chuva a AGETRAN e a CIAPTRAN somem...a cidade fica um caos e os responsáveis por ordenara o trânsito desaparecem.
 
Carlos Henrique em 18/01/2014 09:15:16
Há tempos atrás já se sabia que isso iria acontecer com a ocupação desenfreada dessa região, enquanto isso nossos vereadores estão preocupados com seus mandatos, com a compra de votos, e se as construtoras vão liberar mais apartamentos para eles em troca de poder construir onde não se deve. Vai só piorando!
 
Milton Paiva em 18/01/2014 08:28:28
Agora iram culpar o Bernal de um serviço mal feito do administrador passado, infelizmente a perseguição sempre haverá, nunca iram reconhecer que os engenheiros da administração passada só queriam roubar, passar a mão no dinheiro público.
 
ANDERSON LIMA em 18/01/2014 08:02:27
Sempre achei mais uma irresponsabilidade da prefeitura autorizar tantos prédios neste local. Um local claramente de banhado onde a água da chuva era escoada e absorvida. Tinha certeza que isto começaria a acontecer e olha que estão previstos muito mais prédios ali. Nenhum prefeito é capaz de barrar a Plaenge em detrimento ao futuro da nossa cidade???? E nós?? Infelizmente ficamos de braços cruzados assistindo a nossa cidade indo para o mesmo caminho de São Paulo enquanto prefeitura e Plaenge enchem os bolsos de dinheiro!
 
nurah dib em 18/01/2014 06:15:16
Não é o córrego que causa o transtorno, o córrego sempre esteve lá antes dos moradores chegarem e nunca foi problema para ninguém, o homem agride a natureza e ainda coloca a culpa nela mesma, quem causou transtorno para o córrego foi o homem mesmo
 
Dilmar Lopes em 18/01/2014 01:41:45
Campo Grande foi crescendo,se desenvolvendo e fazendo nome e cartaz de muitos prefeitos entre eles Levi Dias,Juvêncio,Ludio,Pucinelli e Nelsinho más nenhum deles se preocupou com um minimo de planejamento asfaltaram a cidade visando tão somente o reconhecimento pelo voto e a nossa cidade virou esse caos que se encontra hoje com enchentes e alagamentos por todos os bairros é preciso parar de tapar o sol com peneira e olhar Campo Grande de uma maneira séria e realista,deixando de lado os interesses pessoais e partidários e defender os interesses do ser humano que é a razão de ser de qualquer sociedade organizada ou não.
 
walter oliveira em 17/01/2014 23:04:53
Tem construtora em campo grande ms que consegue construir em qualquer lugar um prédio: exemplo: mato grosso de frente sebrae em cima de uma nascente que jorra milhões de litro de água por dia ( no estacionamento tem bombar dagua ligadas pra jogar fora a agua) .
Frente shopping av. afonso pena: antes formava uma lagoa com muita chuva que descia: a prefeitura em 2006 gastou 23 milhões pra fazer uma praça prosa... e conter enchentes desviando: quase derrubou o cachoeirinha e danificou a ceará gastando mais un 5 milhões..depois de tudo isso as torres ficaram seguras: Frente shopping rua furnas: para construir atingiram o aquífero... depois outros prédios na av. afonso pena não poderia construir altos evidence..... etc.. e construiram...agora a prefeitura deve fazer viadutos na rachid neder
 
JOSE MARIA MARTINS em 17/01/2014 21:17:35
Todo mundo sabe que ali e um corrego, entao a responsabilidade e de quem deu autorizacao para construir o predio. Qual o nome da construtora responsavel bem como o engenheiro da obra sao co-responsaveis. Aqui em CGde, libera obra ate em area de protecao ambienta( predios em frente ao shopping, na afonso pena). Quer mais............
 
Roberto Silva em 17/01/2014 20:35:24
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