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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

22/09/2014 11:01

Último pedido de Carolzinha foi que campanha por medula não parasse

Aliny Mary Dias e Francisco Júnior
Balões brancos fizeram parte de velório e foram soltos ao ar após salva de palmas (Foto: Marcos Ermínio)Balões brancos fizeram parte de velório e foram soltos ao ar após salva de palmas (Foto: Marcos Ermínio)
Carolzinha mobilizou artistas em campanha por doador de medula (Foto: Reprodução/Facebook)Carolzinha mobilizou artistas em campanha por doador de medula (Foto: Reprodução/Facebook)

“Você é linda demais, perfeita aos olhos do pai”, cantada por dezenas de parentes, amigos e colegas de escola, esse trecho da música “Aos olhos do pai” marcou a despedida de Caroline Flores de Leno, a Carolzinha. Aos 12 anos, ela perdeu a batalha que enfrentava desde os 9 contra a leucemia, mas deixou vivo o que mais queria quando não estivesse aqui: o sentimento de solidariedade na busca por doadores de medula.

Além dos cânticos, o velório, que contou com uma missa de corpo presente durante a manhã desta segunda-feira (22), também teve gritos de “Carol, nós amamos você”. Com uma extensa salva de palmas e centenas de balões brancos no ar, Carolzinha foi homenageada por pessoas que acompanharam os três anos de luta contra o câncer.

A morte da menina que mobilizou artistas em prol da adesão ao cadastro de doadores de medula é, claro, um duro golpe para quem acompahou o tratamento e principalmente para a famílias, mas mesmo em meio a dor, todos afirmam que a pequena deixou um legado.

O diretor do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Carlos Coimbra, explica que a campanha vai tomar ainda mais força a partir de agora porque esse era um desejo da Carol. “Está sendo dificil porque não imaginavámos que ela não iria responder ao tratamento. Mas s campanha a partir de agora vai ter um reforço, até pelo que a Carol representava”, conta.

Quem acompanhou bem de perto os últimos dias da Carolzinha é a psicóloga Regilaine Ishikawa. Ela ressalta que pela ética médica não poderia falar sobre os últimos sentimentos da paciente, mas revelar o que pensava e o que sentia foi um pedido da menina.

Ela afirma que Carol não se queixava de praticamente nada e que não tinha medo de morrer. “A única queixa é que ela não aguentava ver os pai sofrendo com a situação”, conta. A psicóloga lembra ainda que a pequena tinha consciência de que não encontraria um doador de medula compatível, mas que queria a continuidade da campanha para ajudar outras pessoas.

“Quando os irmãos delas foram fazer o cadastro, eu perguntei qual deles ela achava que ia ser compatível e ela disse que nenhum. A Carol tinha sempre esse desejo de ajudar as pessoas, por mais que não estivesse aqui, a campanha deveria ser levada para frente”, completa a psicóloga que lembra ainda da missão de um profissional como ela que é de cuidar da dor da alma, mas que no caso de Carolzinha, essa dor não existia.

Batalha - Apesar do tratamento com antibióticos, Carol não resistiu, passou a respirar por aparelhos na noite do sábado e acabou falecendo ontem de manhã. Carolzinha mobilizou artistas como Maria Cecília e Rodolfo, Munhoz e Mariano, Michel Teló e a namorada Thaís Fersoza, em campanha para aumentar o cadastro de doação de medula óssea.

A garota descobriu a leucemia pela primeira vez em 2011, quando tinha 9 anos, mas depois de 10 meses a doença foi controlada. Em setembro de 2013, a menina mais uma vez se submeteu ao tratamento quando um linfoma foi detectado e novamente venceu. Após novo diagnóstico de leucemia, no final de agosto deste ano, a família e amigos iniciaram a campanha de solidariedade e mobilizaram até artistas do Estado.



Isto que é problema, o que a família e a própria Carolzinha viveu desde o diagnóstico da doença em 2011. Muitas vezes nos aborrecemos porque não pudemos viajar de férias, porque não tínhamos dinheiro para comprar uma roupa nova, um calçado ou um carro de nosso gosto e desejo. O exemplo deixado por Carolzinha nos faz sentirmos egoístas e fúteis, mas ao mesmo tempo nos dá a oportunidade para repensarmos sobre valores. Que Deus possa acolher essa guerreirinha em seu reino e consolar o coração de seus pais e familiares.
 
Sebastião Dussel em 22/09/2014 13:37:17
Custo a acreditar que chegou ao fim a batalha da Carolzinha, mas creio que DEUS neste momento precisa mais dela do que seus familiares, como ocorreu com minha amada mãe. Amanhã haverá uma campanha de coleta de sangue e medula na Rua Spipe Calarge n.271 das 08:00~12:00, em parceria da empresa DigithoBrasil, Hemosul e colaboradores, VENHO CONVIDAR todos aqueles que torceram e torcem para que outros guerreiros não percam a sua batalha, como disse a própria Carol "a campanha tem que continuar", e isto só depende de nós. #tamojuntomichel.
 
ROBINSON TAKAHARU AKATSUKA em 22/09/2014 12:20:16
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