União e MS renovam pacto para manter centro de inteligência em Campo Grande
Com sede na Capital, estrutura integra dados de segurança pública; acordo vale por 5 anos
O governo federal e o de Mato Grosso do Sul renovaram acordo para manter em Campo Grande a sede do CIISPR-CO (Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública Regional – Centro-Oeste), inaugurado em 2021 para combater o crime organizado.
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O acordo, que prevê a troca de informações e a integração de estratégias para orientar decisões de segurança pública, ganhou vigência de mais cinco anos e foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (15).
A estrutura foi apresentada pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), em julho de 2021, como um espaço para reunir agentes de inteligência das forças estaduais, federais, das Forças Armadas e de órgãos de fiscalização, como a Receita Federal e a Secretaria Estadual de Fazenda.
Na ocasião, a secretaria apontou tráfico, contrabando e questões relacionadas à rota bioceânica entre os temas estratégicos para o centro, instalado na Avenida Desembargador Leão Neto do Carmo, no Parque dos Poderes. A inauguração estava prevista para agosto daquele ano.
O investimento anunciado em 2021 foi de R$ 2,5 milhões. Desse total, R$ 2 milhões eram recursos federais destinados à compra de equipamentos eletrônicos e sistemas de inteligência. Outros R$ 500 mil cabiam ao Estado, para reforma e segurança da estrutura, além da cessão do prédio.
Entre as funções descritas à época estavam a coleta, a análise e o compartilhamento de informações de inteligência para subsidiar decisões nos estados do Centro-Oeste e apoiar outras agências do país.
Renovação - O acordo atual mantém o centro inserido na Rede de Centros Integrados de Inteligência de Segurança Pública e prevê a produção de conhecimento para assessorar decisões e implementar ações integradas.
O documento foi assinado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e pelo governador Eduardo Riedel.
O extrato não informa novos investimentos, a divisão das despesas entre os governos ou metas para os próximos cinco anos. Também não esclarece se o instrumento substitui um acordo anterior.


