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Capital

“Vacina é alivio”, diz diretora de asilo que perdeu oito idosos na pandemia

A direção prepara a lista com o nome dos 83 idosos a ser encaminhada à Saúde

Por Aline dos Santos e Ana Oshiro | 18/01/2021 09:46
Asilo São João Bosco abriga 83 idosos e a moradora mais velha tem 94 anos. (Foto: Marcos Maluf)
Asilo São João Bosco abriga 83 idosos e a moradora mais velha tem 94 anos. (Foto: Marcos Maluf)

O Asilo São João Bosco, onde mora a primeira pessoa a ser vacinada no Estado contra a covid-19, perdeu oito idosos durante a pandemia e hoje comemora a chegada do imunizante.  A direção prepara a lista com o nome dos 83 idosos a ser encaminhada à Saúde até às 10h desta segunda-feira (dia 18).

“Estamos muito felizes com isso, é um alívio”, afirma Cleo Shamah, superintendente do asilo. Caso a vacinação começasse nas dependências do São João Bosco, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, a direção ia sugerir que a campanha fosse iniciada pela moradora mais velha, que tem 94 anos.

Mas a previsão é de que o idoso será levado ao Hospital Regional Rosa Pedrossian, que é referência para tratamento da doença em Campo Grande. “Neste caso, será um idoso que esteja melhor de saúde, que possa falar”.

A pandemia se mostrou mais severa no asilo até o mês de agosto. “Depois de agosto não tivemos mais nenhum caso, graças a Deus. De funcionário, a gente sempre tem algum caso de suspeita e afastamento, mas não tivemos nenhuma confirmação nos últimos meses. Mas por precaução, a gente afasta até ter o resultado final, então a vacina é um alivio para a gente”, diz Cleo.

“Estamos muito felizes com isso, é um alívio”, afirma Cleo, superintendente do Asilo São João Bosco. (Foto: Marcos Maluf)
“Estamos muito felizes com isso, é um alívio”, afirma Cleo, superintendente do Asilo São João Bosco. (Foto: Marcos Maluf)

Nesta primeira etapa, o Ministério da Saúde divulgou que o público prioritário é formado por trabalhadores da saúde, idosos a partir dos 75 anos e pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas).

No entanto, como já se sabe que não haverá  vacinas para todos neste primeiro momento, a Sesau vai estabelecer prioridades dentro dos grupos prioritários.

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