Vacinação contra raiva em cães e gatos começa nesta sexta-feira na Capital
Campanha será feita pelas equipes de casa em casa. CCZ alerta que imunização é importante para evitar transmissão do vírus para cães e gatos, como aconteceu no mês de agosto

A vacinação contra raiva de 2011 em cães e gatos começa nesta sexta-feira por dois bairros de Campo Grande. Os agentes do CCZ (Centro Centro de Controle de Zoonoses) irão percorrer todas as residências da região do Noroeste e Nova Campo Grande na primeira parte do cronograma de vacinação.
Após a imunização dos animais dos dois bairros, que deve ser feita em aproximadamente uma semana, a Secretária de Saúde do município irá divulgar as próximas regiões que serão visitadas pelas equipes do CCZ. A previsão é de que o cronograma de vacinação, abrangendo todos os bairros da Capital, seja concluído em cerca de dois meses.
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As doses da vacina foram entregues ontem pela Secretaria Estadual, que já distribuiu também para os outros municípios. O prazo de início da vacinação do Ministério da Saúde é até o dia 31 de outubro, tendo cada cidade a autonomia de estabelecer o seu cronograma.
Na Capital, a campanha será feita em conjunto com o trabalho dos agentes de coleta de sangue para análise de leishmaniose, que está sendo feita nos bairros da Capital desde julho.
De acordo com a coordenadora provisória da imunização antirrábica, Maria Aparecida Conche Cunha, o município recebeu 120 mil doses de vacina e pretende imunizar toda a população de cães – 100 mil - e gatos – 20 mil da Capital.
“Quando os postos de vacinação eram fixos em alguns locais tínhamos dificuldade em alcançar o 80% de imunização, mas agora, com a vacinação nas residências, conseguimos ultrapassar essa meta sempre”, diz Maria.
Desde 2007 a campanha antirrábica na Capital não tem mais pontos fixos de vacinação e é feita pelos agentes do CCZ diretamente nas residências.
Mas a médica ressalta que para a imunização 100% os proprietários das residências precisam colaborar, já que o índice de casas fechadas é alto. “Todas as casas visitadas que estiverem fechadas vão receber notificado do CCZ e os donos não tem desculpa para não vacinar o animal”, diz.
Os agentes deixarão um comunicado nas casas que encontrarem fechadas avisando que a equipe do CCZ já passou pelo local e não encontrou ninguém. Com isso, os proprietários deverão levar seu animal até a sede do CCZ para a vacinação. Os imóveis já visitados não receberão novamente o agente de saúde.
No CCZ funciona o único ponto fixo de vacinação para os animais que não forem imunizados nas residências. A veterinária também ressalta que não serão vacinados cães e gatos que morem na rua.
Para garantir a segurança das residências, o CCZ informa que os agentes sempre farão as visitas no período entre às 7h e 13h, de segunda a sexta-feira, e estarão uniformizados, com crachá e em duplas ou trios.
Caso de raiva - Em agosto deste ano um caso de cão contaminado com raiva no Jardim Anache deixou em alerta os órgãos de saúde. O Ministério da Saúde disponibilizou de forma emergencial 1.300 doses da vacina antirrábica para serem aplicadas nos animais da região do Anache.
Mesmo os cães e gatos da região já tendo sido imunizados de forma emergencial há dois meses, o CCZ esclarece que o bairro também irá entrar no cronograma de vacinação antirrábica e os animais deverão ser novamente imunizados.
Mas de acordo com a médica veterinária, foi constatado por exame laboratorial que o cão com raiva foi contaminado pelo vírus de um morcego. “Isso comprova que o vírus da raiva não se proliferou na região e, sim, o cão teve contato com algum morcego’, diz.
A veterinária alerta que é comum casos de morcegos contaminados com raiva em Campo Grande e por isso é importante a vacinação em cães e gatos, para prevenir que eles sejam meios de transmissão do vírus para humanos.
O cachorro infectado chegou a morder um adolescente de 16 anos, que recebeu a vacina contra raiva de imediato, como é de praxe no caso de mordidas de cães e gatos.
Vacina - A vacina que será distribuída a partir de amanhã é a mesma que apresentou problemas no ano passado e foi suspensa pelo Ministério da Saúde. O órgão determinou a suspensão da vacinação após casos de mortes em seguida da vacinação.
No entanto, a veterinária do CCZ esclarece que não houve nenhum caso de morte em Campo Grande e que também não ficou comprovado que os óbitos em outros Estados foram em decorrência da vacinação.
Segundo ela, a nova formulação da vacina, aplicada desde o ano passado, promove melhor resposta no animal e protege melhor seu organismo conta o vírus. A veterinária também esclarece que a vacina pode apresentar reações como febre e dor no local da aplicação por até 3 dias após a vacinação, mas que o efeito é mais comum quando o animal recebe a primeira dose.
“É como um bebê que recebe vacina pela primeira vez, pode apresentar algumas reações logo após”, diz.
Serviço - O CCZ fica na Avenida Senador Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga. Mais informações pelos telefones: 3314-5000 / 3314-5001