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Capital

"Variante Delta já deve estar na Capital, mas vacina está protegendo", diz Sesau

Por Paula Maciulevicius Brasil | 21/07/2021 12:30
Secretário José Mauro acredita que vacinação está protegendo população contra Delta e que variante está sim presente em Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf)
Secretário José Mauro acredita que vacinação está protegendo população contra Delta e que variante está sim presente em Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf)

A variante Delta é uma preocupação do município por ser de transmissão mais fácil e rápida, mas para o titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), José Mauro Filho, a vacinação tem sido eficiente, pelo menos até o momento.

"Não há um aumento do número de óbitos relacionado, então é provável sim que a gente tenha essa variante, mas com as vacinas protegendo a população que toma", avaliou. Por enquanto não houve nenhuma confirmação de caso da variante no Estado.

José Mauro recordou como foi o caminho da transmissão quando começaram os primeiros casos da covid na Capital explicando que com o mundo globalizado a transmissão se torna muito mais fácil.

"Se você se recordar, essa doença chegou aqui de qual forma? Pessoas que foram viajar para Europa, China e quando vieram trouxeram essa doença, chegaram pelo aeroporto, vieram de São Paulo. A doença veio inclusive pela classe A", lembra.

Mapa mostra concentração dos primeiros casos confirmados do novo coronavírus, em abril de 2020. (Foto/Reprodução) 
Mapa mostra concentração dos primeiros casos confirmados do novo coronavírus, em abril de 2020. (Foto/Reprodução)

À época, o município ainda fazia o monitoramento da contaminação assistida e observava que os casos se concentravam nos condomínios de luxo.

Voltando à variante, o secretário acredita que o caminho de contaminação seja o mesmo, vindo de fora, e que não está presente na fronteira.

José Mauro aproveitou para pontuar mais uma vez que os municípios do cinturão vacinal não são porta de entrada da covid-19 a ponto de precisar ser fortalecidos. "Já foi comprovado também que você deve fortalecer grandes centros urbanos, onde tem maior densidade demográfica, essa foi inclusive a nossa crítica em relação a não utilizar as vacinas extras nas capitais", diz.

Se tivessem usado a remessa do Ministério da Saúde enviada para imunizar os municípios de fronteira, José Mauro ressalta que cidades como Três Lagoas e Dourados poderiam estar hoje na faixa dos 27 e 25 anos.

"Você vacinaria toda a população economicamente ativa, que é quem está internado, quem está vindo a óbito. Você resolveria o problema, não era uma medida que você poderia ter desperdiçado, no entanto foi uma decisão do governo estadual", comenta.

Homem sendo vacinado no drive thru de Corumbá, uma das cidades que faz parte do cinturão vacinal. (Foto: Prefeitura de Corumbá) 
Homem sendo vacinado no drive thru de Corumbá, uma das cidades que faz parte do cinturão vacinal. (Foto: Prefeitura de Corumbá)

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