A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

22/04/2017 15:50

Com obras na BR-163 paradas, 2 mil já foram demitidos, denuncia sindicato

Sete empreiteira terceirizadas da CCR MSVia dispensaram funcionários

Anahi Zurutuza
Trecho duplicado da rodovia (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Trecho duplicado da rodovia (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

A paralisação das obras na BR-163 já resultaram em 2 mil demissões, segundo o Sinticop (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada de Mato Grosso do Sul). A CCR MSVia parou com a duplicação da rodovia porque pediu a revisão do contrato com o governo federal, alegando que a crise econômica afetou as finanças da empresa.

“Muitas demissões começaram antes da CCR MSVia anunciar oficialmente a paralisação das obras. Isto significa que as empresas terceirizadas já tinham sido avisadas”, explicou Walter Vieira dos Santos, presidente do Sinticop, por meio da assessoria de imprensa.

Ainda conforme o sindicato, sete empreiteiras contratada pela concessionária dispensaram funcionários e como são demissões em massa existe “um grande risco de boa parte dos demitidos não receber a rescisão trabalhista”. “Algumas terceirizadas já deram calote. É bom lembrar que neste caso a responsabilidade pelo pagamento será da CCR”, afirmou Walter.

A concessionária já havia previsto a possibilidade deste mesmo número de demissões, conforme informou o presidente da empresa Roberto Calixto, em entrevista coletiva dada à imprensa no dia 12 de abril.

Revisão – Ao anunciar o pedido de revisão contratual, o presidente da CCR MSVia disse que o principal ponto é que não haja mais prazo para que a empresa conclua os 806 km de duplicação da BR-163 no Estado.

O contrato do governo federal com a empresa, assinado em março de 2014, exige que as obras estejam terminadas até o quinto ano da concessão, ou seja, 2020. “Vamos propor que até entre o ano 10 e 15 da concessão, sejam duplicados 400 km”, afirmou o presidente.

Crise no país – A empresa alega que desde a assinatura do contrato as condições econômicas do país mudaram, as taxa de juros subiram de 5% para 7,5% no período e em 2013 quando as projeções foram feitas o Brasil não passava pelas dificuldades, que iniciaram em 2014.

A CCR cogita rescindir o contrato caso não tenha o prazo ampliado, mesmo sob pena de multa, mas não detalha valores, estimados em milhões.

A entidade que representa os trabalhadores considera contraditória a alegação da empresa. “Ressaltamos a contradição da estatal que usa o argumento de ‘crise econômica’, mas arrecadam diariamente nas praças de pedágio uma média de R$ 800 mil”.

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), responsável por monitorar as privatizações das rodovias federais, informou que não vai se manifestar antecipadamente sobre o pedido, que está em análise. O órgão informou apenas que o resultado da revisão contratual será publicado no DOU (Diário Oficial da União).

A BR-163 tem 845,6 km e passa por 21 municípios de Mato Grosso do Sul, desde Sonora, na divisa com Mato Grosso, até Mundo Novo, na divisa com Paraná.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions