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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

20/02/2014 18:45

Construtora deu calote de R$ 700 mil em empresas de MS e outros 3 estados

Bruno Chaves e Graziela Rezende
Reginaldo, dono de construtora, continua foragido (Foto: Divulgação)Reginaldo, dono de construtora, continua foragido (Foto: Divulgação)

Instalada em Campo Grande, a RS Construções e Transportes ME deu calote de R$ 700 mil em empresas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo e Paraná. A polícia descobriu que o proprietário da construtora, Reginaldo Fernandes Medeiros, que está foragido, foi o mentor do crime identificado como Golpe da Arara.

Conhecido como uma das fraudes empresariais e financeiras mais famosas do Brasil, a descoberta do Golpe da Arara veio à tona no dia 10 de janeiro, quando foi registrada na Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Defraudações e Falsificações). A construtora fez compras de fornecedores e, em seguida, vendeu os produtos antes do vencimento dos boletos. Depois disso, sumiu não foi mais encontrada.

Em investigações, a delegada responsável pelo caso, Ariene Murad, titular da Dedfaz, descobriu que Reginaldo não agia sozinho. Ele tinha um coautor, que se identificava como Bruno.

“Teve essa dificuldade que as vítimas falavam que ele agia com esse Bruno, mas não sabíamos quem era ele. Deixei dois investigadores só para encontrar esse Bruno e depois descobrimos que, na verdade, ele se chama Eduardo Afonso Sampaio de Andrade, de 37 anos”, contou a delegada.

Ariene explicou que Eduardo e Reginaldo mantinham a RS Construções Limitadas ME, sendo que o primeiro era responsável pelas compras da empresa. Eduardo foi reconhecido pelas 11 vítimas da Capital. A Justiça acatou o pedido de prisão preventiva da delegada e expediu um mandado de prisão, que foi cumprido hoje (20) pela Dedfaz.

Já Reginaldo, que continua foragido, foi indiciado por estelionato. "É um crime continuado, ele vai responder pelos 11 estelionatos", disse Ariene.

A delegada ainda completou que tem 10 dias para concluir inquérito, mas vai investigar os golpes ocorridos nos outros estados.



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