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25/05/2014 14:13

De olho nos grandes eventos, tráfico volta à era das megacargas

Lidiane Kober
Só no dia 18 de maio, a PRF interceptou o tráfico de 15 toneladas de maconha (Foto: Divulgação/Só no dia 18 de maio, a PRF interceptou o tráfico de 15 toneladas de maconha (Foto: Divulgação/

De olho nos grandes eventos a serem realizados no Brasil, o tráfico de drogas voltou à era das megacargas e Mato Grosso do Sul vem batendo recorde na apreensão, principalmente, de maconha. A onda começou em 2013, ano da Copa das Confederações e da vinda do Papa e a tendência segue, às vésperas da Copa do Mundo.

“É fato, o tráfico vem aumentando desde o ano passado por causa da realização de grandes eventos no país. Isso aumenta o fluxo de pessoas e, consequentemente, a demanda pelas drogas”, analisou o diretor do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), coronel Edilson Duarte.

Em 2012, por exemplo, só o DOF apreendeu em Mato Grosso do Sul 23,2 toneladas de maconha contra 34,5 no ano passado, um aumento de 48,7%. Até maio de 2014, o departamento impediu o tráfico de 5,4 toneladas de maconha e 6,6 mil quilos de cocaína.

Fora o DOF, a PF (Polícia Federal), a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e a PRE (Polícia Rodoviária Estadual) se empenham para combater a circulação de drogas. Só no dia 18 de maio, a PRF interceptou o tráfico de 15 toneladas de maconha, próximo a Dourados. Dois dias antes, em Paranaíba, a PRE apreendeu 10 toneladas do mesmo entorpecente.

Ciente do período de aumento da demanda por conta dos grandes eventos, o Ministério da Justiça até prorrogou a operação Ágata 8. Só de 10 a 19 de maio, foram interceptadas 16,4 toneladas de maconha e de 100 quilos de cocaína, em Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso.

Mais fiscalização – Para combater o tráfico, o diretor do DOF destacou o aumento da fiscalização e cursos para aprimorar o monitoramento. “De 2011 para cá, o nosso efetivo cresceu 20% e só, neste ano, recebemos 23 novas viaturas”, relatou.

Ele ressaltou ainda a realização de “treinamento específico voltado para repressão aos crimes típicos de fronteira, como contrabando e narcotráfico”. “Os treinamentos são semestrais e, a cada seis meses, também oferecemos curso de espanhol para a equipe falar com os vizinhos”, disse coronel Duarte.

Ao mesmo tempo, a polícia realiza serviço de inteligência a fim de “mapear a fronteira, acompanhar as rotas, as manhas e artimanhas dos traficantes para burlar à fiscalização”. “Tem vários tipos de camuflagens para esconder as drogas nos veículos, em frutas e até dentro das pessoas”, comentou o diretor do DOF.

Sobre o comportamento dos bandidos, ele percebeu mudança na forma de transportar os entorpecentes. “Até uns dois, três anos atrás, vinham com veículos legalizados, agora, nos últimos dois anos, usam veículos roubados”, contou. “Ainda é cedo para ter certeza, mas, na nossa avaliação, o objetivo é reduzir os prejuízos diante de uma eventual apreensão”, completou.

O coronel Duarte disse ainda que os pontos mais críticos no Estado são os municípios de Mundo Novo, Ponta Porã e Coronel Sapucaia, isso na fronteira com o Paraguai, e, em Corumbá, na fronteira com a Bolívia. Já os principais destinos das drogas seriam os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.



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