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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

25/01/2010 17:43

Derf investiga dois roubos de falsos agentes de saúde

Redação

A Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) investiga a ligação entre dois assaltos feitos por ladrões disfarçados de agentes de saúde neste mês, em Campo Grande. No último deles, no bairro Aero Rancho, a vítima chegou a ser atingida por um tiro na nuca, disparado por um dos assaltantes.

De acordo com o delegado titular da Derf, Pedro Espíndola de Camargo, o outro crime é semelhante ao ocorrido no último sábado (11) e por isso as investigações serão correlatas.

No dia 5 de janeiro, dois homens fingiram ser agentes de saúde para entrar em uma residência na rua Sebastião Taveira, bairro Monte Castelo, região do São Francisco.

Eles chegaram a simular uma vistoria na casa, conta o delegado, e em seguida anunciaram o assalto. Depois fugiram do local do local levando uma câmera fotográfica, uma filmadora digital, celular, dinheiro e um relógio de pulso.

A ação é semelhante à feita no bairro Aero Rancho, mas o titular da Derf afirma que ainda serão analisados uma série de quesitos para saber se os dois crimes foram praticados pela mesma dupla.

A Polícia espera descobrir se o uniforme que os ladrões usavam era mesmo o da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e neste caso como adquiriram, ou se foi confeccionado de maneira clandestina.

Os procedimentos usados nos dois roubos, como os assaltantes agiram e sua características também serão comparados.

Nesta tarde, policiais estiveram na residência assaltada no Aero Rancho para conversar com as vítimas. A vítima atingida por um tiro, que passou de raspão, já recebeu alta.

O Campo Grande News também esteve na casa da rua Nova Canaã, mas os moradores preferiram não comentar o assunto porque estão bastante assustados. As vítimas da casa invadida no São Francisco ainda serão ouvidas pelo delegado.

A recomendação da Polícia é que as pessoas tenham cuidado ao receber agentes de saúde. Devem ser tomado procedimentos como pedir o crachá deles e se houver dúvida comparar com a carteira de identidade.

Informações apuradas pela Derf indicam que nos roubos praticados com roupas de agentes de saúde, os ladrões usavam crachás que não continham fotografias. Outra dica é que os agentes costumam fazer vistorias sozinhos, não em dupla.

Apesar de ter que tomar cuidados específicos, o delegado lembra que não é recomendado que as pessoas impeçam o trabalho dos agentes, apenas devem ficar alertas.

Efeitos - Hoje, o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) classificou a situação como questão de segurança pública e pediu para que as pessoas não impeçam as ações de combate a dengue.

Apesar disso, muitos moradores estão assustados e os agentes temem que a nova postura comprometa o trabalho de combate ao mosquito transmissor da doença.

"Atrapalha porque se as pessoas ficarem com medo deixam de receber a gente", pontua a agente Elida Chaparro, de 47 anos.

Ela conta que a vantagem é o fato dos profissionais trabalharem com regiões definidas e assim são conhecidos pelos moradores. Apesar disso, ela não esconde o receio de que o uso do uniforme dos agentes por assaltantes "manche" a imagem desses profissionais.

Kátia Kelli Fernandes, de 30 anos, que há 11 anos trabalha como agente de saúde, afirma que "não oferece muita segurança estar de uniforme e de crachá porque os bandidos também usam isso".

As duas profissionais contam que o fato de serem mulheres deixa as pessoas um pouco mais seguras. Apesar disso, Kátia lembra que há algum tempo, durante vistoria feita em dupla, um casal pediu para que entrasse apenas um delas na casa. "O homem disse em tom de brincadeira, mas isso já mostra o medo da pessoa", diz.

O comerciante Luíz Felipe Benitez, de 24 anos, que nesta tarde recebeu a visita das agentes, ressalta a "criatividade" dos ladrões que inventaram a modalidade de assalto, mas lembra que assaltantes sempre usam artimanhas.

"Com a Colônia Penal soltando todo o mundo, vai ter assalto de tudo quanto é jeito", arrisca.

Vizinho da casa assaltada no Aero Rancho, o auxiliar de produção Robson Xavier Queiroz, de 23 anos, conta que desde que o crime ocorreu na casa ao lado ele tem medo de receber agentes de saúde.

"O assunto virou comentário no bairro e todo o mundo tem receio", conta. Segundo Robson, na casa dele apenas o agente de saúde que já é conhecido no bairro tem permissão para entrar. "Se um dia ele tiver que mudar avisa a gente antes", garante.

Necessidade - O chefe do serviço de controle de vetores do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Alcides Divino Ferreira, lembra que as pessoas devem abrir a porta para os agentes mesmo com o risco de assalto, porque não podem obstruir o trabalho de saúde pública, ainda mais em período epidêmico.

Ele ressalta que se o morador negar a entrada do profissional, a Sesau pode conseguir essa autorização na Justiça.

De acordo com Ferreira, há no CCZ uma lista com os nomes de todos os agentes de saúde da Sesau e quem desconfiar de algum deles pode entrar em contato pelo telefone (67) 3314-5000.

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