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Campo Grande, Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

20/09/2018 15:27

Em clima de sigilo, justiça julga oficial preso na operação Oiketicus

Admilson Cristaldo Barbosa foi preso em 16 de maio durante ação do Gaeco e Corregedoria da Polícia Militar

Humberto Marques e Geisy Garnes
Corredor do Fórum de Capital que dá acesso ao local onde a Vara Militar julga Admilson Cristaldo Barbosa, suspeito de envolvimento com a máfia do cigarro. (Foto: Geisy Garnes)Corredor do Fórum de Capital que dá acesso ao local onde a Vara Militar julga Admilson Cristaldo Barbosa, suspeito de envolvimento com a máfia do cigarro. (Foto: Geisy Garnes)

A Vara Militar de Campo Grande inicia nesta quinta-feira (20), no Fórum da Capital, o julgamento do tenente-coronel Admilson Cristaldo Barbosa, suspeito de participação em organização criminosa pelo Ministério Público Militar. A denúncia, conforme apurou a reportagem, é derivada da Operação Oiketicus –na qual 28 policiais militares foram apontados como suspeitos de participação de um esquema de contrabando de cigarros.

O tenente-coronel será ouvido pelo juiz Alexandre Antunes e quatro juízes militares, integrantes do quadro de oficiais da Corporação. As equipes de imprensa foram autorizadas a acompanhar, mas sem fazer imagens.

Cristaldo era comandante do Batalhão da PM de Jardim –considerado estratégico em uma das frentes pelas quais atuava a organização criminosa investigada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul)– e foi um dos presos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a Corregedoria da PM na Oiketicus em 16 de maio.

Seu padrão de vida foi considerado incompatível com os rendimentos da função na Segurança Pública, sendo marcado por “ostentação”: viagens com altos gastos e compras de grande valor foram encontrados durantes as investigações, entre eles hospedagens de R$ 8 mil por duas noites em um hotel de luxo em Copacabana, no Rio de Janeiro; garrafas de whisky de R$ 1,4 mil e excursões de motocicleta pela América em uma motocicleta avaliada em R$ 78 mil.

A operação que investigou o esquema foi batizada com o nome do inseto conhecido como “bicho cigarreiro”.

Tenente-coronel chamou a atenção dos investigadores por conta da ostentação. (Foto: Arquivo)Tenente-coronel chamou a atenção dos investigadores por conta da "ostentação". (Foto: Arquivo)


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