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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

13/04/2011 13:40

Em frente ao Fórum, manifestantes chamam servidores para paralisação

Paula Vitorino

Servidores não aceitam reajuste de 6% no salário. (Foto: João Garrigó)Servidores não aceitam reajuste de 6% no salário. (Foto: João Garrigó)

Os cerca de 50 servidores do poder Judiciário do Estado que participavam da paralisação em frente ao Fórum de Campo Grande acabaram de entrar no prédio com o objetivo “arrebanhar” outros colegas para o manifesto.

Sob o comando do presidente do Sindjus (Sindicato dos Servidores da Justiça de Mato Grosso do Sul), Dionizio Gomes Avalhaes, o grupo subiu as rampas de acesso aos blocos do Fórum fazendo barulho e munidos de faixas e cartazes.

“Vamos chamar os servidores para o manifesto”, afirma Dionizio.

A administração do Fórum tentou impedir a entrada dos manifestantes no início, mas os servidores conseguiram entrar no prédio, de forma pacífica.

Mesmo em meio a paralisação, muitos servidores do Fórum continuaram com seus serviços normalmente e preferiram não aderir ao movimento.

De acordo com a analista de judiciário Márcia Saraiva, de 48 anos, menos da metade dos funcionários da Vara da Família aderiram à paralisação. Em outros setores do Fórum os serviços também continuavam sendo realizados normalmente, pelo menos até o início da tarde.

“Tem muito gente falando que não vai aderir ao movimento. Cada um tem um motivo, alguns são novos no serviço, outros nem são sindicalizados e não acreditam que vai dar em alguma coisa a paralisação”, diz Márcia.

Alguns servidores, que não quiseram se identificar, afirmaram que os chefes não liberaram para a participação no manifesto, mas mesmo assim eles preferiram não bater o ponto e descer para a paralisação. O dia de trabalho será descontado, segundo informação dos servidores.

A administração do Fórum informou que os atendimentos a população continuarão sendo realizados de acordo com a adesão dos funcionários de cada setor. De acordo com o Sindjus, durante a paralisação, que deve durar até o fim do expediente desta quarta-feira, será mantido apenas o plantão de atendimento emergencial conforme exigido pela lei de greve.

Das 54 comarcas de Mato Grosso do Sul, 31 aderiram totalmente a paralisação de hoje. As demais irão realizar paralisações parciais. Ônibus com servidores de Ponta Porã e outros municípios do interior do Estado também estão na Capital para o manifesto.

O grupo segue para o Tribunal de Justiça às 13h30 e continua com as ações de paralisação durante a tarde.

Reivindicações - Os servidores protestam por melhores condições salariais de trabalho e questionam o reajuste de 6% proposto ao judiciário.

Além das questões salariais, a categoria reivindica também que o expediente seja de doze horas com dois turnos, começando as 7h e encerrando às 19h.

O presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Calos Santini, chegou a afirmar durante entrevista coletiva à imprensa que cortaria o ponto dos servidores que aderissem a paralisação. Em resposta às afirmações do presidente, o sindicalista afirmou que todos os trabalhadores estão preparados para isso. “É consequência”, afirmou.

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