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Cidades

Fila de transplante de coração volta a "andar" na Santa Casa

Por Nadyenka Castro | 19/05/2013 08:37
 Cleonice Maria Xavier Ribeiro, 47 anos, deixando o hospital
Cleonice Maria Xavier Ribeiro, 47 anos, deixando o hospital

O cansaço, a dificuldade em andar e fazer os serviços domésticos levaram a dona de casa Cleonice Maria Xavier Ribeiro, 47 anos, a procurar um médico no início de 2012 e descobriu que o tamanho de um lado do coração estava grande demais e seria necessário um novo órgão.

Nesse momento, o desespero pairou na família que mora em um sítio de Iguatemi, distante 466 quilômetros de Campo Grande. Mas logo ela passou a ser atendida pela equipe médica de Cardiologia da Santa Casa, colocou um marcapasso e no fim de março teve mais uma conquista  por mais tempo de vida.

“Me ligaram falando que tinha um coração, eu quis e vim fazer a cirurgia”, diz Cleonice,ao receber alta, 58 dias após a cirurgia que fez até o pai dela passar mal. “Meu pai me viu com aqueles aparelhos e precisou de ajuda”, lembra.

A dona de casa foi a segunda paciente de transplante cardíaco desde que o serviço foi reativado, em fevereiro deste ano, após oito anos parado. O coração novo veio de um adolescente, vítima de acidente, que também doou outros órgãos, como córneas e fígado.

Emocionado, o marido de Cleonice, Antônio da Silva, 50 anos, diz que “não esperava que fosse acontecer tão rápido” e que o resultado “foi muito bom”. O casal tem quatro filhos, o mais novo com 11 e o mais velho com 31.

Cleonice elogiou o atendimento recebido na Santa Casa. “Os médicos foram muito bons. Eram minha família”.

O médico residente Eduardo Valentin explica que é difícil encontrar coração compatível com quem precisa de transplante e aceite a cirurgia. O caso de Cleonice teve todas as condições necessárias e por isso ela não ficou mais tempo na fila. “O pronto socorro nos avisou da morte do adolescente, vimos que era compatível com ela e ela aceitou”, diz.

Valentin explica que agora, a dona de casa vai precisar tomar medicamentos para que o corpo não ‘expulse’ o novo coração e só são permitidas as atividades físicas mais leves.

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