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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

23/04/2012 16:18

Governo quer criar até 2014 curso na UEMS para combater falta de médicos

Viviane Oliveira e Aline dos Santos

Dados da CNES mostram que Campo Grande concentra 60% dos médicos no Estado, no total de 3.333 profissionais.

Governador durante entrega de apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida no jardim Talismã. (Foto: Minamar Júnior)Governador durante entrega de apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida no jardim Talismã. (Foto: Minamar Júnior)

Para suprir a falta de médicos no interior do Estado de Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli (PMDB) disse hoje que tem projeto para criar uma faculdade de medicina da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) até o final de 2014.

Dados da CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde) de 2011 mostram que Campo Grande concentra 60% dos médicos no Estado, no total de 3.333 profissionais.

De acordo com o governador, com a universidade e hospital escola em Campo Grande, o número de médicos formados aumentaria.

“Mas, por enquanto não temos prazo e nem previsão de quando isto vai acontecer”, disse.

Uma pesquisa feita pela Demografia Médica no Brasil, divulgada no dia 30 de novembro pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo mostrou que a situação é pior ainda na rede pública.

A pesquisa indicava que de 3,5 mil médicos em Mato Grosso do Sul atendendo aos planos e seus 408 mil clientes, e um número apenas um pouco maior atendendo os 2 milhões que precisam da rede pública.

Em Campo Grande, que tem 570 mil usuários do SUS, conforme o levantamento, são 1418 médicos atendendo aos pacientes do SUS, uma relação de 2,48 por mil habitantes.

Na rede privada, a proporção é de 9,86 médicos por mil habitantes, considerando que são 1939 mil profissionais, para um público de 195 mil pessoas. A diferença é de 3,9 vezes, o sétimo maior índice entre as capitais.



Antes de ficar criticando salário de médico eu observo que, 16 ANOS de revesando no poder municipal e 6 anos no Estado, camandado por médicos: Prefeito e Governo e só agora estão vendo que falta médico e precisa de cursos nessa área. O povo parece que não olha isso. Vamos acordar e aprender a votar e mudar na hora certa.
 
luiz alves pereira em 24/04/2012 07:29:26
Maria Júlia,

É equivocada esta ideia de forçar o egresso do Prouni a trabalhar no interior como forma de compensação. É importante lembrar que o prounista é tão sustentado com verba pública quanto um aluno de federal ou estadual. Todos estes entraram por mérito, não favor. A ideia de forçar alguém a ir para algum lugar só interessante p/ quem não está sendo forçado. Então mandar à força resolve?
 
Luiz Wagner em 23/04/2012 11:03:13
"Eu acho que os médicos já ganham muito", comentário de Murillo Câmara.

Caro Murillo, talvez a sua perspectiva esteja equivocada. Não é o médico que ganha demais, talvez outros é que ganhem de menos. Professor, p ex..
Um médico tem formação caríssima (> 4 mil/mês por 6 anos), residência (2-5 anos) e atualização constante.
Mais fácil o governo culpar o médico do que investir em soluções reais.
 
Luiz Wagner em 23/04/2012 10:54:55
Eu acho que os médicos já ganham muito, um médico de ESF ganha na média de 12 mil, e mais ainda com o consultório particular, quem não vive com 12 mil ? E as condições de trabalho são umas das melhores, pois nesse caso é ESF e não atendimento de urgência !!
 
Murillo Câmara em 23/04/2012 09:35:08
(..) será de grande importância para UEMS e para o Estado, porém é preciso investir nos cursos que tem nela para depois vir criar outros cursos isso é a minha visão, sei que muitos irão me criticar por estar falando isso, mas eu estou mostrando um pouco da realidade para ver se vcs acordam, mas espero que com a criação deste novo curso os cursos que já não fiquem esquecidos.
 
José Souza em 23/04/2012 09:23:50
Olha que bacana até 2014 o "Governo" quer abrir curso de Medicina na UEMS. Mas uma das coisas que poucos sabem é como realmente a UEMS está hoje, sou acadêmico do 4º ano, isso mesmo vou me formar este ano, sabe quais foram as melhorias que a UEMS teve até hoje? A pintura, isso mesmo. E enquanto muitos dos cursos que a UEMS tem hoje falta muito investimento e ainda quer abrir medicina. Tá que (..)
 
José Souza em 23/04/2012 09:19:55
Mais um curso na UEMS? Como acadêmico e membro do movimento estudantil da UEMS acho isso uma sandice. A Universidade não tem dinheiro para manter ou melhorar os que já tem e o Governador quer criar mais um? É brincar com a cara de quem está na UEMS e não tem livros, computadores, etc. A UEMS precisa é estruturar o que já tem, e não pensar em crescer, neste momento.
 
Diego Mariano em 23/04/2012 09:05:51
É verdade Antonio Camilo, vamos pagar muito bem aos médicos, tão bem quanto pagamos a um professor dos médicos, ou seja, aos professores da UFMS e UEMS!
Mas se eles não quiserem ir, ai você vai entender que só abrir cursos não vai adiantar, temos de fazer a lição de casa, para termos médicos temos de ter professores bem remunerados.
 
André Ximenes de Melo em 23/04/2012 09:04:28
Entendo que o salário dos médicos deveriam ser maiores do que são hoje. Vivemos num País onde se paga fortunas para moleques que jogam futebol e esquecem de remunerar com dignidade outros profissionais, principalmente os médicos e cientistas . Apoio a criação de novos cursos de medicina com custeio do Governo, contudo, com o compromisso de que atuem pelo menos em determinado periodo no interior.
 
JUD CLEY CRISPIM BARBOSA em 23/04/2012 07:58:19
(...)onde a equipe de saúde não têm material suficiente e existente para trabalhar...onde as prefeituras oferecem em mídias de grande circulação, salários estratosféricos para os médicos e não conseguem pagar o valor nem por 2 meses...Uma solução viável, seria prestação de serviço no interior dos Estados, pelos alunos de medicina que foram bolsistas do Prouni, como uma forma de atenuar o problema!
 
Maria Julia Gonçalves em 23/04/2012 06:40:56
Não é abrindo novos cursos que se resolverá a situação da falta de médicos no interior dos Estados. O que deve haver é a interiorização da medicina, através de projetos municipais e estaduais que contemplem uma remuneração justa e acima de td, condições dignas de trabalho. Não é difícil de se observar unidades de saúde no interior do Estado em péssimas condições de trabalho, (...)
 
Maria Julia Gonçalves em 23/04/2012 06:37:34
Seria mais produtivo e racional remunerar melhor o profissional da saúde. Assim estaria focando na principal causa que é a evasão de profissionais do estado. O custo orçamentário para manter um curso desta envergadura é faraônica e o efeito, se satisfatório, é retardado... e não impede o formando de buscar outros mercados e em outros estados. Isto é auê político, desprovido de qualquer análise.
 
Antonio Camilo em 23/04/2012 05:21:39
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