Obra de fábrica da Arauco chega quase à metade em área de 3,5 mil hectares
Cerca de 9,5 mil pessoas trabalham na construção; estrutura é tão grande que tem até 3 refeitórios

A obra da fábrica da Arauco em Inocência, projetada para ser a maior do mundo na produção de celulose, já chegou a 44% da estrutura projetada, com previsão de conclusão do empreendimento, estimado em US$ 4,6 bilhões, no final do ano que vem. Hoje, são 9,5 mil trabalhadores, mas o pico deve reunir cerca de 14 mil pessoas. É um empreendimento tão extenso, em área de 3,5 mil hectares à margem da MS-377, que só de refeitórios são três para receber o contingente de trabalhadores. A empresa chilena lançou hoje a obra de um ramal ferroviário de 47 quilômetros para o transporte da celulose para exportação.
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Antes do evento, o gerente executivo de Projetos do Sucuriú, Leonardo Crociati, fez um “tour” com a imprensa, mostrando todo o canteiro de obras. Uma das estruturas que chama a atenção é a chaminé. Uma imensa torre, que chegará a 160 metros de altura, equivalente a um prédio de 40 andares, se destaca no meio do imenso canteiro de obras.
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A empreitada contará com 47 quilômetros de trilhos, começando dentro da própria estrutura, no galpão onde ficará armazenada a celulose e se somando aos demais até chegar à malha da Ferronorte, que vem de Mato Grosso, rumo ao Porto de Santos. O ponto de travessia do Rio Paraná é uma ponte rodoferroviária em Aparecida do Taboado.

Roncatti descreveu a localização de cada estrutura na fábrica, como depósitos para materiais químicos para o processo produtivo, como para branquear a madeira; tubulações; estação de tratamento de água, que poderá tratar 12 mil m³ por hora. A fábrica foi idealizada para aquela região para aproveitar água do Rio Sucuriú, que dá nome ao empreendimento, para o processo produtivo, com a devolução após o tratamento dos resíduos. Prédios administrativos também já começam a ganhar forma.
Serão várias etapas de produção: receber a madeira cozida (submetida a tratamento químico em alta temperatura), movimentar o processo de prensagem (com 20 máquinas) e realizar o branqueamento. A elaboração resulta em uma polpa branca que passa pela secagem e forma a matéria final. A celulose será acondicionada em fardos e embalada para permanecer em um armazém antes do transporte por trem.
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A água inicialmente terá um tratamento inicial, depois será aquecida em caldeiras para o uso na indústria e ao final será resfriada. A lógica é de reaproveitamento no processo industrial, com o máximo uso possível do recurso natural, menciona o gerente. Esse modelo de fábrica prevê o uso dos resíduos para a produção de energia, que permite movimentar todo o processo industrial e ainda venda de excedente. No caso da Arauco serão cerca de 200 MW excedentes, que poderiam atender cidade de 800 mil habitantes. Serão três turbos geradores.
A construção envolve uma logística gigantesca, com transporte de materiais, peças e equipamentos em cerca de 60 mil caminhões, com recebimento de produtos de 18 países. A matéria-prima, o eucalipto, virá de 400 mil hectares de áreas plantadas na região.
A capacidade de produção anual está estimada em 3,5 milhões de toneladas de celulose, co estimativa diária de 11 mil toneladas. Quando estiver operando, a fábrica deverá ter cerca de mil trabalhadores, além de outros dois mil ligados à logística e aproximadamente três mil às atividades florestais.










