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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

12/08/2011 18:23

Índice de aprovação em prova do MPE é fruto de ensino sofrível, diz chefe da OAB

Fabiano Arruda

Olphir Cavalcante esteve em Campo Grande nesta sexta para participar de evento de Direito

Presidente nacional da OAB concede entrevista antes de evento no Rubens Gil de Camillo. (Foto: Simão Nogueira)Presidente nacional da OAB concede entrevista antes de evento no Rubens Gil de Camillo. (Foto: Simão Nogueira)

O ensino jurídico brasileiro, que possui 1.174 cursos no País e forma até 100 mil acadêmicos por ano, é sofrível. A opinião é do presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, que deu a declaração ao ser questionado sobre a aprovação recente de apenas dois candidatos nas provas escritas de concurso do MPE (Ministério Público Estadual) para preencher 11 vagas de promotor de Justiça em Mato Grosso do Sul.

De passagem por Campo Grande para participar de evento de Direito realizado no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, Olphir afirmou que enxerga com preocupação o fato, que se reflete de forma mais incisiva ainda no Exame da Ordem.

“O exame é realizado a favor da sociedade pare receber o serviço de qualidade. A Ordem não tem pretensão de auferir a qualidade do ensino, mas acaba fazendo pelo exame. E isto (índice de reprovação) incomoda porque coloca em dúvida o sistema de ensino superior”, comenta.

“A única preocupação da Ordem é a qualidade de seus integrantes”, complementa.

Sobre a prova da OAB, a polêmica mais recente surgiu no questionamento referente à legalidade da prova chegar ao STF por meio de uma ação impetrada pelo bacharel João Antonio Volante.

Parecer do MPF (Ministério Público Federal) sobre o assunto causou polêmica nos meio jurídicos: o subprocurador-geral da República Rodrigo Janot considerou o exame inconstitucional e argumentou que ele serve para fazer reserva de mercado.

O presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), Leonardo Duarte, afirmou que o fim do Exame da Ordem seria um desastre para a profissão.

“Tenho tranquilidade que o STF vai manter a prova, até o Ministro da Justiça afirmou para mim que é a favor do Exame", comentou Duarte.

No último processo seletivo completo da Ordem, ano passado, a média de aprovação em Mato Grosso do Sul foi de 11,4%, descontando as universidades que não tiveram nenhum bacharel aprovado, quatro no Estado, todas no interior.

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Está na hora dos estudantes entrarem no juizado de pequenas causas pedindo o dinheiro pago nas faculdades particulares em razão do ensino sofrível prestado por estas instituições. É o que se depreende das palavras do senhor Olphir Cavalcante . Se a OAB, o MEC o MP não fiscalizam os cursos de direito, a culpa não pode ser somente do estudantes.
Na realidade os estudantes são as vitimas, muitos pagam caro para terem um curso sofrível!!!!!!.
 
Marcelo Melo em 14/08/2011 09:41:27
Senhor Rubens, sinta-se privilegiado por poder "reter" estes alunos que não possuem o mínimo exigido para exercer uma profissão dita estratégica. E eu, um mero professor de ensino fundamental séries iniciais que sou obrigado a engolir um discurso de "nenhum a menos", não "retenha" o aluno o ano que vem ele desenvolvera seu déficit e assim quando este mesmo aluno chega as séries finais não sabendo nem ler uma sílaba complexa (um tra, um bra). A verdade é que o sistema educacional brasileiro é falido, utilizado como cobaia para experiências de governo que não possuem interesse em ter um povo critico. Inclusive esta avaliação deveria ser feita em todos os âmbitos profissionais.
 
Alan Nantes em 14/08/2011 07:59:11
O problema é que no País o que de fato existe é só um meia duzia de faculdades que realmente ensina o direito o resto é venda de diploma!
 
Márcio Oliveira em 14/08/2011 07:29:59
O exame da OAB é importantíssimo. É o melhor método de seleção para se garantir o mínimo de conhecimento para atuar no meio. E não adianta dizer que o exame da OAB não mede conhecimento, mede sim, pois é difícil e só passa quem estuda. Agora, não adianta o bacharel, que ao tempo da graduação, só pensava em "matar" aulas, brincar ou "colar", não vai passar mesmo. O engraçado é que a maioria que não concorda com o exame ainda não obteve êxito na prova. Coincidência? Acho que não. Eu estudei, fiz, passei e sou a favor. Quanto ao fato de alguns professores serem magistrados, membros do MP e advogados também não quer dizer nada, pois se o aluno não quiser estudar, não vai aprender da mesma forma. Então é a dedicação que conta e não os professores, logicamente que ajuda.
Agora, vamos falar, se o bacharel não passa nem no exame da OAB, imagine então nos concursos da magistratura e do MP? impossível....
Estudem galera....
 
Fábio de Almeida em 13/08/2011 12:22:21
Se o "exame" é constitucional ou não, o STF vai sabiamente decidir. "Se o "exame" é realizado a favor da sociedade pare receber o serviço de qualidade", que me desculpem aqueles que "sustentam" esta falácia, pois as coisas não são bem assim não. Primeiro, a OAB deveria deixar bem claro para apopulação qual o seu papel quando da autorização de qualquer Curso Jurídico. É decisivo e pontual...se ela "vetar" não existe instalação do curso. Quais interesses estariam "embutidos" numa autorização de funcionamento de Curso??? Bem, deixemos a "omissão" de lado e vamos ao verdadeiro valor do "exame". Deveria haver "EXAME" SIM!!!, esta é minha opinião, mas um exame nos moldes do ENEM, ou ENADE, aplicado pelo órgão competente que é o MEC e, ai sim, feita a VERDADEIRA AVALIAÇÃO DAQUILO QUE FORA MINISTRADO, estaria ou não o Bacharel em condições de EXERCER A PROFISSÃO, não um "EXAME ENCOMENDADO PARA A REPROVAÇÃO, justamente para apresentar índices baixos e culpar as Instituições de não ensinarem o Direito como deveria ser. Não fala-se aqui em Reserva de Mercado de Trabalho, pois quem está com a carteirinha jura de pés juntos que não é isso, mesmo porque, a grande maioria, esmagadora, é dona de GRANDES BANCAS DE ADVOCACIA, não prestaram nenhum exame, se tornaram expoentes pela prática e pelo tempo e se utilizam daqueles abnegados que conseguiram passar, para empregá-los e na maioria das vezes pagarem salários irrisórios à título de "aprendizado". Deveria sim, haver mais RESPEITO pelo aluno(a) que se prestou à estudar, se submeteu a inumeras avaliações durante o curso, frequentou durante os 5 anos, fez estágio, inclusive aquele obrigatório que começa no 7º semestre e em se formando, permanece no anonimato daqueles que são jocosamente chamados de BACHAREL. FAÇAM UMA PROVA DE AVALIAÇÃO E NÃO UMA DE REPROVAÇÃO, é assim que a grande maioria dos formandos querem ser tratados, pois todos nós, que levamos o curso a sério, com bom índice de aproveitamento, queremos DISPUTAR O MERCADO DE TRABALHO COM ÉTICA, DIGNIDADE E RESPEITO AO CIDADÃO. É preciso que todos saibam, inclusive a OAB, que nós BACHARÉIS, somos vítimas de um ESTELIONATO EDUCACIONAL...estudamos, nos formamos, não recebemos o diploma autenticado pelo MEC (1 ano de formado) e o pior, NÃO ESTAMOS AUTORIZADOS À TRABALHAR.
 
CLAUDIONOR CALDEIRA em 13/08/2011 10:01:55
EU NÃO SEI PORQUE EU FICO PRESTANDO ATENÇÃO NOS SOBRENOMES DOS PROMOTORES E PROCURADORES.......ENGRAÇADO PAREÇE QUE TODOS SÃO BEM CONHECIDOS NO MEIO JURÍDICO........SIM, PEDIGREE....SÓ VAI QUEM TEM......
PARECE BRINCADEIRA MAIS ACHEI ESTRANHO...ALGUÉM PODE DECIFRAR.......
ESSE NEGÓCIO DE ESTÁGIO SERÁ QUE NÃO É PARA ----------. NÃO HAVER CONCURSO PÚBLICO.....ESTAGIÁRIO TRABALHANDO COMO SE FOSSE FÚNCIONÁRIO???? VERIFIQUEM "MPT", ISSO VCS NÃO FAZEM, CADÊ OS FISCAIS DO TRABALHO....(DENÚNCIA FEITA).
CADÊ OS HOMENS DA CAPA PRETA PARA FISCALIZAR......MÃO DE OBRA BARATA.....DEPOIS SE O BESTA DO ESTAGIÁRIO NÃO PASSA NO EXAME DA "OB" NEM ESTÁGIO CONSEGUEM MAIS......PERDEM O ESTATUS DE UNIVERSITÁRIO E PASSAM A SER " D E S E M P R E G A D O S " ISTO É UMA VERGONHA.......PARA OFERECER MÃO DE OBRA BARATA PRESTA, O TROUXA DO ESTÁGIÁRIO PORQUE PRECISA DA "AJUDAZINHA" , PORQUE É UMA MERRECA SE SUBMETE A TAL SACANAGEM .....VERGONHA......NA CARA DE TODOS....FORA OS CAPTADORES DE CLIENTES QUE A "OB" FAZ DE CEGA....A JUSTIÇA SIM PODE SER CEGA....
 
GILMAR CANDIDO em 13/08/2011 08:26:36
Pois é... Ainda criticam as faculdades quer sejam particulares (que visam lucro) quer sejam as de fins sociais (que visam o bem de poucos) quer sejam as públicas que deveriam visar a sociedade. Elas apenas qualificam os acadêmicos que já chegam de EJAS e de escolas públicas que os alunos nem precisam fazer provas para serem aprovados, bastam estar matriculados, e de escolas "pagou - passou"...
Ai vamos de mal para pior!
Vamos lá democracia se faz com livros e cidadania, não permitimos que nossos professores nos exijam nada, ainda discutimos na justiça a nota que me pareceria boa, mas que não foi aceita pelo professor...Mas não lutamos por qualidade no ensino e cada vez estamos piores
 
André Ximenes de Melo em 13/08/2011 01:19:19
O discurso da OAB é sempre o mesmo. Entendo que o assunto merece uma avaliação bem mais aprofundada, visto que praticamente todos os professores das universidades e cursinhos, são magistrados ou advogados.

Será que o problema é apenas dos candidatos?
 
Fernando Cesar Verneque em 12/08/2011 11:25:14
Quando o aluno faz estagio de mais de oito horas por dia, no mínimo dois anos, assumindo responsabilidades que não são suas, usando carro próprio para locomoção em FORUM, Procuradorias, cartórios, bancos etc...em prol dos donos do escritório usufruírem deste serviço denominado "estágio", ganhando financeiramente "em cima" destes, está tudo bem, mas depois de formado, não é competente para exercer sua profissão, ora chancelado e permitido através da prova da OAB....nem vou entrar do mérito de fiscalização do MTB quanto a isso....
 
Sergio Correa em 12/08/2011 10:07:25
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