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Interior

Advogado acusado de matar ex-líder do PSL degolada é solto com tornozeleira

Fernanda foi degolada e o corpo arrastado para às margens da MS-276, em abril deste ano

Por Dayene Paz | 20/10/2021 06:39
Fernanda Ribeiro foi encontrada morta no dia 29 de abril deste ano. (Foto: Divulgação/Arquivo)
Fernanda Ribeiro foi encontrada morta no dia 29 de abril deste ano. (Foto: Divulgação/Arquivo)

O advogado Alexandre França Pessoa, de 42 anos, indiciado pelo assassinato de Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos, de 36 anos, ex-presidente do Diretório Municipal do PSL em Nova Andradina, cidade a 300 quilômetros de Campo Grande, foi solto mediante uso de tornozeleira eletrônica.

Alexandre estava custodiado no Presídio Militar de Campo Grande desde a época do crime e foi liberado para colocar o dispositivo nesta terça-feira (19), de acordo com o Nova News.

Conforme apurado pela investigação, Fernanda e o suspeito possuíam um relacionamento amoroso, o qual era muito conturbado. No dia em que Fernanda foi morta, 28 de abril, teriam marcado de se encontrar no início da noite.

Fernanda Ribeiro foi encontrada morta no dia 29 de abril deste ano. Ela foi degolada e o corpo arrastado para às margens da MS-276, em Batayporã e, desde então, a Polícia Civil iniciou uma série de investigações que resultaram na prisão do advogado.

O advogado, de camisa xadrez, em meio a viaturas policiais. (Foto: Nova News)
O advogado, de camisa xadrez, em meio a viaturas policiais. (Foto: Nova News)

Prints de mensagens trocadas pela vítima reforçam a tese de que ciúmes foi a principal motivação para a morte. Conforme testemunhas, o advogado prometia se casar com Fernanda, mas estava em processo de divórcio e não deixava a casa da antiga mulher.

O advogado se tornou réu por homicídio triplamente qualificado e mais dois crimes após o Poder Judiciário acatar denúncia feita pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS).

No entendimento do MPMS, o crime foi cometido com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele ainda teria ocultado o cadáver da namorada em um milharal, sendo que o corpo só foi encontrado na manhã seguinte. O advogado teria também alterado elementos com fim de induzir as autoridades ao erro.

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