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Interior

Apesar de "morte coletiva", produtores esperam saída de índios de 3 fazendas

Por Aline dos Santos | 18/12/2013 09:33

Com a suspensão da reintegração de posse da fazenda Chaparral, em Japorã, que deveria acontecer nesta quarta-feira, os produtores rurais aguardam definição sobre outras três fazendas: São Pedro, Remanso e São José.

Ontem, o presidente do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), desembargador Newton De Lucca, suspendeu a liminar que autorizava o despejo. Em carta, os guarani-caiuá afirmaram que iriam resistir à reintegração e anunciaram "morte coletiva".

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Iguatemi, Hilário Parise, a Justiça Federal determinou a saída dos índios das quatro fazendas, mas só para a Chaparral havia autorização de uso da força policial. Ele relata que a expectativa é que decisão semelhante, determinando o cumprimento efetivo da reintegração de posse, seja obtida para as outras fazendas.

Em Japorã, a invasão de 14 áreas, sendo sete fazendas e sete propriedades menores, começou em outubro deste ano. Ao todo, os imóveis rurais equivalem a 9.461 hectares. Segundo o presidente do Sindicato Rural, a área é tratada como prioritária nas negociações com o governo federal e os fazendeiros querem vender as propriedades, desde que recebam pelas benfeitorias e pela terra nua.

A última reintegração realizada no Estado foi em 30 de maio, na fazenda Buriti, em Sidrolândia. A ação resultou na morte do terena Oziel Gabriel, de 35 anos. O conflito ganhou projeção nacional e trouxe romaria de representantes do governo federal a Mato Grosso do Sul.

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