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Interior

Assassinato de servidora como "jura de amor" foi após flagrante de traição

A servidora pública Nathália Alves Corrêa Baptista foi dopada e morta a golpe de barra de ferro na noite do dia 15 de julho

Por Viviane Oliveira | 30/11/2019 17:50
Nathália foi sedada e morta a golpes de barra de ferro (Foto: reprodução/Facebook)
Nathália foi sedada e morta a golpes de barra de ferro (Foto: reprodução/Facebook)

O homicídio da funcionária pública de Porto Murtinho, Nathália Alves Corrêa Baptista, 27 anos, como “jura de amor” foi consequência de flagrante de traição, segundo o depoimento da professora Regiane Marcondes Machado, de 33 anos, presa desde agosto deste ano por ajudar o amante, José Romero, 37 anos, a matar e ocultar o corpo da vítima. 

Casado, Romero matinha casos extraconjugais com Nathália e Regiane, que também tinha marido. Em depoimento a policiais da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), no dia 30 de agosto, Regiane, acompanhada pelo advogado de defesa, contou que conheceu José Romero em abril do ano passado, quando vendia ovos de granja na rua. Ela, então, passou a fornecer ovos para o homem que era gerente de pousada na cidade. Os dois trocaram telefones dando início a um relacionamento extraconjugal. 

No início, segundo Regiane, o relacionamento era harmonioso, porém com o tempo, José Romero foi ficando agressivo e com ciúmes dela. O homem, então, passou a vigiar e controlar os passos da amante na conveniência onde ela trabalhava, proibindo que usasse determinadas roupas e começou a exigir provas de amor, como por exemplo, se separar do marido para ficar com ele. Prometia boa vida a Regiane com condições financeiras superiores a que ela tinha.

No mês de julho, Regiane contou à polícia que chegou a fazer uma tatuagem no braço direito para agradar José Romero, pois 15 dias antes havia se desentendido com ele por causa de Nathália. Segundo a mulher, num certo dia, após tentativas de contatos sem sucesso com o amante, foi até a pousada e o encontrou com a vítima em um dos quartos.

Houve uma confusão e naquele dia José Romero jurou a Regiane que ainda provaria o quanto a amava. Segundo a depoente, o amante também fez uma tatuagem em sua homenagem com letras em japonês, mas dias depois cobriu o desenho com a imagem da igreja de Nossa Senhora Aparecida.

José Romero também está preso (Foto: reprodução/Facebook)
José Romero também está preso (Foto: reprodução/Facebook)
Regiane confessou o crime e afirmou que ajudou a destruir o corpo da vítima  (Foto: reprodução/Facebook)
Regiane confessou o crime e afirmou que ajudou a destruir o corpo da vítima (Foto: reprodução/Facebook)

Assassinato - Segundo Regiane, dias depois do flagrante, Nathália passou a ameaçar José Romero dizendo que entregaria tudo à mulher dele. No dia 25 de setembro, Regiane prestou novo depoimento, dessa vez, na Delegacia de Porto Murtinho, e contou de forma detalhada como havia acontecido o crime.

Segundo a acusada, quem matou Nathália foi José Romero. Ela alega que apenas ajudou o amante a carregar o corpo do quarto da pousada onde a vítima foi dopada e morta até a caminhonete S-10, na noite do dia 15 de julho, em Porto Murtinho.

Conforme denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso Sul), José Romero e Regiane, atraíram a vítima até o local. Lá, Nathália foi dopada e morta a golpes de barra de ferro pelo homem, como "prova de amor" para a amante. Após o crime, os dois queimaram o corpo da vítima, na churrasqueira de uma casa localizada na Rua General Osório, com a finalidade de ocultá-lo.

De acordo com Regiane, os dois alimentaram o fogo com carvão durante toda a madrugada do dia 16. Depois disso, ela ainda ajudou o amante a juntar os restos mortais da vítima numa caixa e colocar num latão de lixo.

O colchão onde ocorreu o crime, os objetos da vítima, assim como os restos mortais de Nathália foram jogados no Rio Paraguai. Durante investigação da polícia, testemunhas informaram que Regiane havia flagrado Romero com Nathália e enviado mensagens mandando que se afastasse. Em seus depoimentos, o homem negou o crime, atribuindo-o à amante. José Romero também está preso.

Com base nas apurações, o Ministério Público denunciou os suspeitos pela prática dos crimes de homicídio qualificado, que prevê pena de 12 a 30 anos de prisão e multa, e de destruição de cadáver, com pena de 1 a 3 anos de prisão e multa.

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