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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

25/08/2018 20:02

Cabeleireiro foi vítima de latrocínio e morto por ser homossexual

Carro da vítima foi vendido no Paraguai por um dos três suspeitos do crime que estão presos em Dourados

Adriano Fernandes e Helio de Freitas
Heberson tinha um salão de beleza no bairro Cophavila II, em Campo Grande. (Foto: Reprodução Facebook)  Heberson tinha um salão de beleza no bairro Cophavila II, em Campo Grande. (Foto: Reprodução Facebook)

A Polícia Civil prendeu três suspeitos da morte do cabeleireiro da Capital, Heberson Junior Cavalcante de Almeida, de 29 anos, assassinado no início deste mês em Dourados, cidade a 233 quilômetros de Campo Grande.

A polícia afirma que os indícios são de que Heberson foi morto no cativeiro em que foi encontrado por ser homossexual, enquanto um dos suspeitos levou o veículo Fiesta sedan, branco, da vítima até o Paraguai, onde foi vendido.

A hipótese inicial era de que o crime tivesse tido motivação "passional". Segundo o delegado Rodolfo Daltro, do SIG (Serviço de Investigações Gerais) de Dourados, o trio não conhecia a vítima. “O que ficou no cativeiro agrediu a vitima no rosto, antes de perfurá-lo com uma faca em razão dele ser homossexual”, comentou o delegado.

Conforme explicou Daltro, ficou a cargo do terceiro suspeito negociar a venda do carro por telefone. Os três criminosos estão presos em Dourados e mais detalhes sobre o caso serão divulgados na segunda-feira (27), quando eles também serão apresentados.

Crime

O corpo de Heberson foi encontrado na manhã de segunda-feira (13), em uma construção da Rua Maipu, no Jardim Carisma, região norte de Dourados. Mas o cabeleireiro estava desaparecido desde a noite de sexta-feira (10) após um jantar. Ele havia ido a cidade para visitar parentes e amigos e para uma reunião política.

Antes de ser morto com duas facadas no pescoço a vítima foi ainda agredida por socos no rosto. Heberson foi encontrado com as mãos e pés amarrados e com rosto coberto por um pedaço de pano.

Na parede ao lado do corpo tinha mancha de sangue, indicando que houve luta. Apenas um laudo da perícia que deve atestar o dia exato em que a vítima foi morta na construção. 

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