ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, QUINTA  17    CAMPO GRANDE 20º

Interior

Professor acusado de abuso em creche já foi condenado por ameaçar ex-esposa

Homem também respondeu a processo por estupro de vulnerável contra o próprio filho, mas acabou absolvido

Por Ana Paula Chuva | 17/09/2026 11:21
Professor acusado de abuso em creche já foi condenado por ameaçar ex-esposa
Cidade de Porto Murtinho vista de cima (Foto: Divulgação)

O professor investigado por suspeita de abusar de alunas em um Ceinf (Centro de Educação Infantil) em Porto Murtinho, a 439 quilômetros de Campo Grande, possui histórico na Justiça por crimes no âmbito doméstico e familiar, incluindo uma condenação por ameaça contra a ex-esposa.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Professor investigado por suspeita de abusar de alunas em uma creche de Porto Murtinho tem histórico criminal, incluindo condenação por ameaças à ex-esposa e absolvição em caso de estupro do próprio filho. Duas meninas, de 2 e 3 anos, teriam sido abusadas na instituição. A polícia colhe depoimentos e aguarda laudos periciais para esclarecer a conduta do suspeito.

De acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público, os episódios de ameaça ocorreram entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, período em que o casal vivia um processo de separação. A acusação detalha que o homem prometeu causar mal injusto e grave à mulher por diversas vezes, afirmando que iria "fazer da vida dela um inferno", "quebrar a cara dela" e matá-la.

A sentença pelo crime foi proferida em 26 de outubro de 2016. Na ocasião, o acusado foi condenado à pena de 1 mês e 5 dias de detenção, a ser cumprida em regime aberto. O cumprimento da pena, no entanto, foi suspenso pelo prazo de dois anos sob condições fixadas pelo juízo.

Absolvição – Além da condenação por violência doméstica, o profissional respondeu a uma ação penal aberta em 2014 sob a acusação de estupro de vulnerável, tendo como vítima o próprio filho, que tinha 5 anos à época dos fatos narrados.

A denúncia partiu da mãe da criança, que alegou que o homem estaria embriagado quando o fato ocorreu, em 2012. Contudo, durante as oitivas do processo, o menino relatou aos profissionais ouvidos que o pai havia pedido desculpas logo após o episódio, que a situação jamais voltou a se repetir e que mantinha boa convivência com ele.

Diante da ausência de elementos probatórios suficientes para sustentar a acusação de abuso sexual, a Justiça proferiu sentença absolutória.

No âmbito da investigação atual, referente às suspeitas registradas no centro de educação infantil, a polícia segue apurando os relatos dos responsáveis e colhendo depoimentos para esclarecer a conduta do suspeito na instituição escolar.

Abuso contra alunas -  O primeiro caso foi registrado na última sexta-feira (11), quando a mãe de uma menina de 2 anos e 7 meses compareceu à delegacia para denunciar o fato. A mãe percebeu que a filha reclamava de fortes dores genitais durante o banho. Ao ser questionada se alguém havia tocado em suas partes íntimas, a criança apontou o professor e relatou que ele "colocou o dedo e arranhou com a unha".

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe levou a criança imediatamente até a casa da diretora da creche, que constatou a vermelhidão no local. Em contato com a equipe pedagógica, uma auxiliar de sala informou que, no período do sono das crianças, o professor deitou-se ao lado da vítima. A funcionária relatou não ter visto nada atípico na ocasião por estar cuidando de outro aluno.

A menina foi levada ao hospital da cidade, onde o médico plantonista constatou inchaço e vermelhidão na parede vaginal. O profissional orientou a família a procurar a Polícia Civil para a realização de exames periciais específicos.

Nesta segunda-feira (14), o pai de outra aluna, de 3 anos, compareceu à Polícia Civil para registrar que desconfia que a filha também tenha sido vítima de abusos na mesma instituição. A menor estuda na mesma turma da primeira vítima e também tinha aulas com o investigado.

Conforme o relato do pai, em cerca de três ocasiões a menina chorou reclamando de ardência genital ao usar sabonete durante o banho. O caso mais recente foi por volta do dia 5 de setembro. O homem ressaltou que, após os episódios, a criança passou a apresentar choro constante e forte resistência em ir para a creche.

O caso segue sob apuração e os relatórios foram encaminhados às autoridades competentes para a tomada de medidas cautelares e realização de exames periciais. O espaço segue aberto para o posicionamento da instituição de ensino e dos citados.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.