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Interior

Chefe de pistoleiros procurado na fronteira foi segurança de Rafaat

Marcio Giménez, o “Aguacate”, foi contratado por traficante brasileiro por R$ 50 mil para matar vereador de Capitán Bado

Por Helio de Freitas, de Dourados | 19/03/2018 09:49
Aguacate virou pistoleiro após morte de Rafaat, em junho de 2016 (Foto: ABC Color)
Aguacate virou pistoleiro após morte de Rafaat, em junho de 2016 (Foto: ABC Color)

Marcio Ariel Sánchez Giménez, 29, o “Aguacate”, que em português significa abacate, apontado como um dos chefes dos pistoleiros que agem na fronteira do Paraguai com o Brasil, continua foragido. Ele é procurado pela Polícia Nacional por envolvimento no assassinato do vereador Cristóbal Machado Vera, ocorrido no dia 9 deste mês em Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia (MS), a 400 km de Campo Grande.

Segundo policiais paraguaios, Giménez foi segurança do narcotraficante brasileiro Jorge Rafaat Toumani, morto em junho de 2016 em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Paraguai. Ele era um dos guarda-costas que acompanhavam o até então chefão da fronteira, mas o grupo armado não conseguiu impedir a morte de Rafaat, metralhado dentro de seu veículo blindado.

Aguacate passou um tempo preso junto com outros seguranças, mas ganhou liberdade meses depois e passou a se dedicar a crimes de pistolagem.

Contratado por um traficante brasileiro por R$ 50 mil para matar o vereador, Aguacate repassou a empreitada para o paraguaio Carlos Armoa Escobar, 27, e lhe pagou R$ 10 mil pelo serviço. Carlos matou o vereador a tiros. Preso quatro dias depois.

Cristóbal, que além de político e comerciante era fornecedor de maconha, vendeu uma carga da droga para o brasileiro, recebeu adiantado e teria informado a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) sobre o carregamento.

A maconha foi apreendida antes de chegar a Pedro Juan Caballero. O traficante brasileiro tentou receber o dinheiro de volta, mas o vereador se negou a ficar com o prejuízo. Em retaliação, o traficante, cuja identidade é mantida em sigilo, mandou executar o vereador.

Desde a semana passada, equipes da polícia paraguaia fazem buscas em Pedro Juan Caballero, onde Aguacate mora, mas até agora ele não foi preso.

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