ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
JULHO, SEGUNDA  15    CAMPO GRANDE 22º

Interior

Chefe de pistoleiros procurado na fronteira foi segurança de Rafaat

Marcio Giménez, o “Aguacate”, foi contratado por traficante brasileiro por R$ 50 mil para matar vereador de Capitán Bado

Helio de Freitas, de Dourados | 19/03/2018 09:49
Aguacate virou pistoleiro após morte de Rafaat, em junho de 2016 (Foto: ABC Color)
Aguacate virou pistoleiro após morte de Rafaat, em junho de 2016 (Foto: ABC Color)

Marcio Ariel Sánchez Giménez, 29, o “Aguacate”, que em português significa abacate, apontado como um dos chefes dos pistoleiros que agem na fronteira do Paraguai com o Brasil, continua foragido. Ele é procurado pela Polícia Nacional por envolvimento no assassinato do vereador Cristóbal Machado Vera, ocorrido no dia 9 deste mês em Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia (MS), a 400 km de Campo Grande.

Segundo policiais paraguaios, Giménez foi segurança do narcotraficante brasileiro Jorge Rafaat Toumani, morto em junho de 2016 em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Paraguai. Ele era um dos guarda-costas que acompanhavam o até então chefão da fronteira, mas o grupo armado não conseguiu impedir a morte de Rafaat, metralhado dentro de seu veículo blindado.

Aguacate passou um tempo preso junto com outros seguranças, mas ganhou liberdade meses depois e passou a se dedicar a crimes de pistolagem.

Contratado por um traficante brasileiro por R$ 50 mil para matar o vereador, Aguacate repassou a empreitada para o paraguaio Carlos Armoa Escobar, 27, e lhe pagou R$ 10 mil pelo serviço. Carlos matou o vereador a tiros. Preso quatro dias depois.

Cristóbal, que além de político e comerciante era fornecedor de maconha, vendeu uma carga da droga para o brasileiro, recebeu adiantado e teria informado a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) sobre o carregamento.

A maconha foi apreendida antes de chegar a Pedro Juan Caballero. O traficante brasileiro tentou receber o dinheiro de volta, mas o vereador se negou a ficar com o prejuízo. Em retaliação, o traficante, cuja identidade é mantida em sigilo, mandou executar o vereador.

Desde a semana passada, equipes da polícia paraguaia fazem buscas em Pedro Juan Caballero, onde Aguacate mora, mas até agora ele não foi preso.

Nos siga no Google Notícias