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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

03/08/2016 13:55

Condutor sem CNH que matou rapaz em sinal vermelho é chamado de “assassino”

Ao deixar delegacia, onde foi indiciado por homicídio culposo, homem de 26 anos foi alvo de protesto de familiares da vítima

Helio de Freitas, de Dourados
Usando muletas por causa de outro acidente, homem deixa delegacia após ser indiciado (Foto: Sidney Bronka/94 FM)Usando muletas por causa de outro acidente, homem deixa delegacia após ser indiciado (Foto: Sidney Bronka/94 FM)

O condutor da Saveiro branca que furou o sinal vermelho e matou o motociclista Carlos Henrique Pereira, 22, na madrugada de segunda-feira (1º) em Dourados, a 233 km de Campo Grande, não tem carteira de habilitação. Mesmo assim, ele foi autuado por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – e se condenado deve pegar pena máxima de quatro anos de detenção.

José Aparecido Ovando Ávalo Santos, 26, contou em depoimento nesta quarta-feira na 2ª Delegacia de Polícia da cidade que pegou o carro do cunhado, escondido.

O dono do carro, cunhado de José Aparecido, também prestou depoimento e manteve a versão do autor do atropelado, de que o carro foi pego sem seu conhecimento, mas a polícia vai investigar a história.

José Aparecido, que se recupera de outro acidente de trânsito ocorrido no ano passado, ainda usa um par de muletas e ao deixar a delegacia foi chamado de “assassino” por familiares de Carlos Henrique. Agentes policiais tiveram de acompanhar a saída dele, para evitar um confronto.

Tereré e sinal amarelo – O homem contou que no domingo à tarde pegou a Saveiro escondida do cunhado – os dois moram no mesmo endereço, no bairro Altos do Alvorada – e foi tomar tareré na casa de um amigo.

No início da madrugada de domingo ele voltava para casa pela Avenida Marcelino Pires e quando se aproximou do cruzamento com a Rua Aquidauana o sinal ficou amarelo e ele acelerou, achando que daria tempo de cruzar a via.

José Aparecido alegou que não viu a moto e após a batida rodou uma quadra adiante, onde abandonou a Saveiro e fugiu. Ele diz que pediu para uma mulher que encontrou na rua chamar o socorro e deixou o local por medo de reações por causa do acidente. Alegou ainda que não conhece a suposta testemunha.

Ele negou que tivesse consumido bebida alcoólica e diz que não pode beber por causa dos medicamentos que ainda toma devido ao acidente ocorrido ano passado. José Aparecido vai aguardar agora a conclusão do inquérito.

Hilux – A moto pilotada por Carlos Henrique voou a 50 metros do local da batida e o rapaz foi atirado a 16 metros, na outra pista da avenida. Ao cair na pista, Carlos foi atropelado por uma Toyota Hilux, que seguia pela Marcelino Pires e também teria passado no final vermelho.

A delegada Andreia Pereira, titular da 2ª Delegacia de Polícia, disse que as investigações continuam para tentar localizar a caminhonete. Imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos estão sendo verificadas.

O acidente – De acordo com policiais militares e civis que atenderam a ocorrência, Carlos Henrique seguia de moto pela Rua Aquidauana, sentindo norte-sul. Ao cruzar a Marcelino, ele foi atropelado pela Saveiro prata, placa HFX-2741, que seguia pela avenida, sentido leste-oeste. O carro cruzou o sinal vermelho, segundo as testemunhas.

A batida foi tão violenta que jogou o rapaz do outro lado da avenida. A caminhonete Toyota Hilux preta, que seguia no sentido oeste-leste da Marcelino Pires, também atropelou o motociclista. Segundo a polícia, o condutor da Hilux fugiu do local em alta velocidade.



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