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Interior

Feto levado morto para hospital da fronteira foi sufocado, revela autópsia

Caso ocorreu no dia 11 e, inicialmente, houve suspeita de aborto, mas laudo apontou morte violenta

Por Helio de Freitas, de Dourados | 29/06/2026 11:17
Feto levado morto para hospital da fronteira foi sufocado, revela autópsia
Viatura da Polícia Nacional em frente ao centro de saúde onde bebê nasceu (Foto: Urundey FM)

A Polícia Nacional e o Ministério Público do Paraguai investigam o assassinato de um feto, de 37 a 38 semanas de gestação, levado morto para o hospital, no dia 11 deste mês. O caso ocorreu em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande.

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Feto de 37 semanas foi assassinado por asfixia em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, cidade vizinha a Ponta Porã. O laudo do IML de Assunção revelou que o bebê, de 3.580 gramas, apresentava manchas roxas nos lábios, marcas de sangramento e escoriações no pescoço. A mãe, de 30 anos, alegou desconhecer a gravidez. A promotora Kátia Uemura investiga o caso após exames comprovarem que o recém-nascido respirou após o nascimento.

Inicialmente, a suspeita foi de um aborto espontâneo, mas a promotora de Justiça Kátia Uemura exigiu exames mais detalhados no IML (Instituto Médico Legal) da capital Asunción. Nesta segunda-feira (29), ela recebeu o laudo dos médicos forenses apontando que a morte foi causada por asfixia.

Em entrevista à rádio Urundey FM, Kátia Uemura informou que o relatório oficial, assinado pelos legistas Pablo Lemir e Liliana González, revelou que o feto masculino pesava 3.580 gramas e apresentava sinais de sufocamento.

Segundo a promotora, a inspeção corporal detectou manchas roxas nos lábios e unhas e marcas de sangramento no nariz e na boca. Também foram encontradas escoriações nos dois lados do pescoço. Os exames também revelaram que havia ar nos pulmões, demonstrando cientificamente que o recém-nascido respirou após o nascimento.

De acordo com Kátia Uemura, no dia 11 de junho, a mãe, uma mulher de 30 anos, procurou o centro médico Juan Pablo II, no Bairro Obrero, com dores estomacais. Enquanto estava no banheiro, ela deu à luz ao bebê.

A mulher e o feto foram levados para o Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde a médica plantonista constatou o óbito. A mãe alegou que até o momento do parto não sabia que estava grávida. Entretanto, o laudo dos legistas descarta morte natural dentro do útero.

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