Menina de 13 anos inventou que foi estuprada por militar após mãe tirar celular
Jovem confessou que criou história após ter o celular recolhido como castigo
A polícia descobriu que uma menina de 13 anos inventou que foi estuprada pelo irmão do padrasto, um militar do Exército Brasileiro, após ter o celular tirado como castigo por mau comportamento. O caso aconteceu em Amambai, cidade a 351 km de Campo Grande.
RESUMO
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Uma menina de 13 anos inventou ter sido estuprada por um militar em Amambai, após ter seu celular confiscado como castigo. A denúncia, feita à polícia, foi desmentida durante as investigações, quando a jovem admitiu que criou a história por raiva. O caso resultou em um procedimento por denunciação caluniosa. A Polícia Civil destacou os danos irreparáveis causados por falsas acusações, que prejudicam a honra do acusado e desviam recursos de investigações reais. A situação ressalta a importância de tratar denúncias com rigor, garantindo a credibilidade de casos legítimos.
A denúncia foi feita na noite de segunda-feira (23), quando a menina relatou que o militar obrigava que ela mantivesse relações sexuais sem proteção com ele. A vítima afirmou que era virgem antes do início dos abusos e que o último ato teria ocorrido na semana passada.
Ainda, informou que decidiu denunciar o caso após sofrer ameaças de morte por parte do investigado. Aos policiais, a adolescente detalhou que o homem utilizava táticas de manipulação para silenciá-la, alegando que ninguém acreditaria em seu relato ou que diria que as relações eram consensuais.
A Polícia Militar compareceu ao local e encaminhou o caso à Polícia Civil. O militar negou as acusações e se apresentou voluntariamente à delegacia acompanhado de seus pais e de um advogado. Devido à sua condição de soldado-recruta reformado, o 17º Regimento de Cavalaria Mecanizado foi comunicado e enviou um oficial para acompanhar os procedimentos.
Durante as investigações, a polícia descobriu que a denúncia era falsa. "(...) admitiu ter inventado uma denúncia de estupro contra um familiar. O motivo? Raiva. A jovem confessou que criou a história após ter o celular recolhido como castigo por mau comportamento em casa e retirada de seu aparelho celular", diz nota da Polícia Civil.
Agora, foi instaurado procedimento para apurar o ato infracional análogo a denunciação caluniosa. A jovem passou por exames periciais no IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) de Ponta Porã, e o caso segue em acompanhamento judicial.
"Vale ressaltar que imputar falsamente um crime sexual a alguém causa danos irreparáveis à honra e à vida do acusado. Além disso, denúncias falsas geram um enorme desperdício de recursos públicos, tempo de investigação e, o mais grave: prejudicam a credibilidade de casos reais que precisam urgentemente da atenção da polícia", diz a nota. "A Polícia Civil reitera que investiga com rigor todas as denúncias, mas também punirá com o rigor da lei aqueles que utilizam o sistema policial para vinganças pessoais".
A falsa imputação de um crime tão hediondo quanto o estupro de vulnerável carrega um potencial destrutivo devastador, ressaltou a polícia na nota.
"Para o acusado, o dano social e psicológico muitas vezes precede o julgamento, podendo resultar em linchamentos morais ou físicos. Do ponto de vista institucional, cada denúncia falsa representa um desperdício crítico de efetivo e tempo, desviando investigadores, peritos e viaturas de ocorrências reais. Além disso, tais episódios geram um efeito colateral perverso: o “descrédito” sistemático que pode dificultar o acolhimento de vítimas reais, que já enfrentam o estigma e o medo para denunciar".
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