De “gato de rua” a mascote, Serafim vira xodó em empresa no Universitário
Felino apareceu durante reforma e hoje circula livre entre showroom e oficina
Serafim pode até carregar a fama de “gato de rua”, mas, na prática, vive como filho entre os funcionários de uma empresa no Bairro Universitário, em Campo Grande. O felino apareceu há cerca de nove meses e, desde então, nunca mais deixou o local.
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Um gato chamado Serafim virou mascote de uma empresa no Bairro Universitário, em Campo Grande, após aparecer durante obras na Avenida Gury Marques há nove meses. Acolhido coletivamente pelos funcionários, o felino tem cama, comida e acompanhamento veterinário, além de estar castrado e com vacinas em dia. O gerente Eliezer de Oliveira, de 65 anos, afirma que o animal tem liberdade total e já é tratado como membro da família.
Entre os cuidadores está o gerente Eliezer de Oliveira, de 65 anos, que relembra o início da história. A empresa, localizada na Avenida Gury Marques, passou por reforma em agosto de 2025, antes de ser inaugurada no mês passado. Foi durante as obras que o gato surgiu.
“Ele apareceu aqui morrendo de fome. Eu comprei ração e dei para ele, e ele foi ficando, ficando e está com a gente até hoje. Agora virou o mascote da empresa. Onde a gente vai, ele vai atrás. Fica no showroom, na oficina, na copa”, conta.
A decisão de acolher o animal, também chamado de Severino, foi coletiva. Apesar do apego, Eliezer garante que o gato tem liberdade para ir e vir. “Nós não vamos segurar, amarrar, não vamos fazer nada. Ele é livre. Fica aqui até o dia que quiser. Tem cama, comida, água geladinha, mas, se um dia quiser sair, é livre”, afirma.
Mesmo com essa autonomia, a possibilidade de despedida já causa apreensão entre os funcionários. “A gente chega e ele vem miando, lambendo, brincando. Se for embora, vamos sentir muita saudade”, diz o gerente.
Como típico gato de rua, Serafim não se adaptou à coleira. Eliezer até tentou colocar uma, com direito a crachá de “funcionário”, mas o plano não deu certo. “Ele ficou tentando tirar, então eu acabei removendo para não incomodar. Tem que ser do jeito dele, temos que respeitar”, explica.
Mesmo sem identificação formal, o felino já é conhecido entre os clientes. Segundo o gerente, a presença dele é bem recebida, mas há cuidados. “Todo mundo gosta, acha bonito, acha legal. Nunca tivemos objeção, mas temos cuidado porque sabemos que nem todas as pessoas gostam e algumas têm alergia”, ressalta.
Com acesso livre a todos os ambientes, Serafim também recebe acompanhamento veterinário e está com a vacinação em dia. “Inclusive, nós levamos ele para castrar. O veterinário disse que ele tem uma saúde muito boa. Se ficar doentinho, vamos tratar. Ele é nossa família. É um filho que estamos criando”, completa Eliezer.
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