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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

13/02/2019 14:40

Ministro do STJ revê decisão e libera suspeita de receber “mensalinho”

Lilia Maria Villalva de Moraes Silva estava entre os sete vereadores presos pelo Gaeco em 26 de novembro ao lado do prefeito, Celso Ruso, e de ex-secretário

Humberto Marques
Câmara de Ladário sofreu renovação com prisões de sete vereadores. (Foto: Ricardo Albertoni/Diário Corumbaense/Arquivo)Câmara de Ladário sofreu renovação com prisões de sete vereadores. (Foto: Ricardo Albertoni/Diário Corumbaense/Arquivo)

O ministro Ribeiro Dantas, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), reconsiderou decisão expedida há oito dias e concedeu liminar nesta quarta-feira (13) para que a vereadora Lilia Maria Villalva de Moraes Silva (MDB), de Ladário –a 419 km de Campo Grande–, presa em 26 de novembro de 2018 ao lado de outros seis vereadores, do prefeito Carlos Ruso (PSDB) e do ex-secretário de Educação, Helder Paes, durante operação que investigou suspeitas do pagamento de um “mensalinho” a integrantes da Câmara Municipal.

A decisão de Dantas foi divulgada pelo STJ sem detalhes sobre os motivos que o levaram à reconsideração –a reportagem também não conseguiu contatar os advogados de Lilia. Em 8 de fevereiro, a vereadora teve negado pedido de seus advogados para concessão da liminar, sob a alegação de que não foi apontada ilegalidade na prisão ou mesmo inclusão de novos fatos no processo.

O STJ também já foi acionado por outros investigados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que tiveram pedidos de liberdade negados pela Justiça Estadual. Entre eles Carlos Ruso, afastado de suas funções e que, em dezembro, viu Dantas também rejeitar sua liberação; e os vereadores André Franco Cafaro (PPS), Augusto de Campos (MDB) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB).

Mensalinho – A operação do Gaeco deflagrada em novembro do ano passado em Ladário apurou a existência ade pagamentos feitos por Ruso a vereadores em troca de apoio político, em valores entre R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil, conforme informou à época o procurador-geral de Justiça, Paulo Passos, que foi ao município acompanhar as investigações.

Suspeita-se que as propinas vinham sendo pagas há mais de um ano. Os presos foram trazidos para o Presídio de Trânsito de Campo Grande –Lilia foi levada para o Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, também na Capital.

Também foram presos os vereadores Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Caffaro, Augusto de Campos, Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e Osvalmir da Silva.

Em virtude das prisões, que atingiram mais da metade do Legislativo ladarense, foi necessário convocar os suplentes para que a Câmara continuasse a trabalhar. O vereador Fábio Peixoto Gomes (PTB), que colabora com as investigações, admitiu ao Campo Grande News que ele e os colegas Daniel Benzi (MDB) e Jonil Barcelos (Progressistas) chegaram a receber R$ 3 mil para evitar denúncias contra a gestão de Ruso.

Com a prisão do prefeito, o vice, Pastor Iranil Soares (PSDB), assumiu a administração de Ladário. No momento, tramitam no Legislativo três processos visando a cassação dos vereadores investigados e de Carlos Ruso.

* Alterada às 15h13 para acréscimo de informações, com colaboração de Rosana Nunes, do Diário Corumbaense

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