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Interior

Morto em confronto com a polícia era do PCC e estava com pistola israelense

Jonas Lázaro Gonçalves Bonfim, foi morto durante operação Excalibur no distrito Nova Casa Verde

Por Ana Paula Chuva | 19/01/2022 16:10
Borracharia onde Jonas foi morto durante confronto (Foto: Jornal da Nova)
Borracharia onde Jonas foi morto durante confronto (Foto: Jornal da Nova)

Jonas Lázaro Gonçalves Bonfim, de 26 anos, morto pela polícia durante operação de combate ao tráfico de drogas na madrugada desta quarta-feira (19), no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, a 298 km de Campo Grande, era integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e estava com uma pistola 9 mm de fabricação israelense.

Equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) e da Polícia Militar de Nova Andradina, cumpriam mandados de busca e apreensão durante a operação "Excalibur" da qual Jonas era o alvo principal. O intuito era retirar o crime organizados que estava se instalando através no tráfico na região.

Durante coletiva de imprensa na tarde de hoje, o delegado Guilherme Scucuglia explicou que Jonas tinha diversas passagens pela polícia, inclusive, quando adolescente matou o o professor e diretor Delmiro Salvione Bonin, de 55 anos, com cinco tiros em 2012, ficando na UNEI (Unidade Educacional de Internação) de Dourados até o ano de 2014.

No entanto, informações recentes eram de que ele seria um dos principais chefes do tráfico no distrito de Nova Casa verde e estaria durante todo o tempo ostentando a pistola, inclusive para fazer cobranças não só em relação ao tráfico de drogas, mas em questões relacionadas ao PCC.

"Durante as investigações identificamos oito alvos, vinculados ao tráfico e alguns teriam um certo grau de parentesco. Em relação ao Jonas apuramos que ele estaria exercendo uma função de liderança do tráfico no local e trabalhando de forma agressiva para consumar o crime, inclusive termos informações de que ele teria vínculo com o PCC e vamos investigar se isso era estreito", explicou o delegado responsável pela operação.

Jonas Lázaro Gonçalves Bonfim, quando foi preso (Foto: Jornal da Nova | Arquivo)
Jonas Lázaro Gonçalves Bonfim, quando foi preso (Foto: Jornal da Nova | Arquivo)

Jonas era dono da borracharia onde equipe da PM chegou por volta das 6h para cumprir um dos oito mandados de busca e apreensão. Quando entraram encontraram o suspeito deitado em um banco de carro colocado no chão do estabelecimento. Eles deram ordem de parada, mas o homem levantou e correu para um outro cômodo do local.

Quando os policiais se aproximaram ele apontou a pistola em direção a um dos agentes. O policial então efetuou dois disparos que atingiram Jonas na região do peito. O suspeito caiu ao solo e foi socorrido pela equipe, mas acabou morrendo antes de chegar no Hospital Regional da cidade.

Equipe da perícia foi acionada e a Polícia Civil apreendeu na borracharia de Jonas, 18 cartuchos calibre 9mm, quinze cartuchos calibre 38 e 17 cápsulas de cartuchos 38. Além de um carregador para cartuchos calibre 380, R$ 3,6 mil em espécie, e a pistola usada por Jonas, uma Jerichó calibre 9mm com 15 munições.

Objetos apreendidos durante a operação nesta quarta (Foto: Jornal da Nova)
Objetos apreendidos durante a operação nesta quarta (Foto: Jornal da Nova)

Operação - A operação foi desencadeada na manhã de hoje e dos oito locais alvos dos mandados, apenas três estavam com objetos ilícitos. Conforme explicou o delegado,em uma das casas foram encontrados porção de crack, avaliada em R$ 1,5 mil, objetos furtados, duas balanças de precisão e R$ 1.570. Um homem de 42 anos,  foi preso.

Em outro ponto, uma mulher de 23 anos,  foi presa com quatro porções de maconha, além de dinheiro e no terceiro local, houve o confronto com Jonas. Nos outros cinco pontos, a polícia não encontrou nenhum objeto ilícito e, em alguns os alvos já teriam se mudado.

O delegado explicou que não se tratava de uma associação criminosa com funções bem definidas, mas que eles tinham conhecimento da atividade de tráfico uns dos outros e se beneficiavam mutuamente. Jonas no entanto, estaria em um nível um pouco mais elevado e trabalhava como "dono do crime" no local.

Celulares apreendidos durante a operação nesta quarta (Foto: Jornal da Nova)
Celulares apreendidos durante a operação nesta quarta (Foto: Jornal da Nova)


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