Morto pela PM foi condenado a 15 anos de prisão por roubo de celulares
Ueverton Gomes da Silva chegou a entrar em luta corporal contra a policial civil que atendeu a ocorrência
Ueverton Gomes da Silva, 31 anos, já havia avançado contra uma policial civil durante roubo de celular em 2018. O homem acabou sendo baleado e morreu após soltar pitbull contra policiais militares do BPChoque (Batalhão de Choque) da Polícia Militar na noite de quarta-feira (13), em Aparecida do Taboado, distante 458 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Ueverton Gomes da Silva, 31 anos, com histórico criminal que incluía condenação de 15 anos por roubo, foi morto após soltar um pitbull contra policiais militares do BPChoque e apontar um revólver contra a equipe em Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul. No local foram apreendidos um fuzil, um revólver com numeração raspada e drogas. O caso é registrado como a 38ª morte por intervenção policial em 2025.
Conforme denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o roubo aconteceu em dezembro daquele ano. Ueverton e um comparsa invadiram uma loja de eletrônicos armados após abordarem uma mulher na rua e roubarem o celular da vítima.
Eles usavam uniforme de uma empresa e capacetes. Ambos estavam armados. Dentro da loja, o comparsa do homem levou uma funcionária até o caixa e pegou R$ 6.930,00 e mais um celular. Ueverton ficou na entrada do local ameaçando os clientes e trabalhadores para ficar em silêncio.
Segundo depoimentos reunidos no processo, uma policial civil percebeu o assalto e tentou abordar Ueverton. Ele atacou a policial e entrou em luta corporal. Um homem interveio para ajudar a agente.
Os autos apontam ainda que Ueverton chegou a fazer menção de atirar contra a policial durante a confusão. Após fugir, ele foi localizado em um terreno baldio. Conforme relato policial anexado ao processo, ainda tentou agredir policiais durante a captura e acabou baleado na perna.
Pelo caso, Ueverton foi condenado por roubo majorado, furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, recebendo pena de 15 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.
Além desse episódio, Ueverton acumulava outras passagens policiais por crimes patrimoniais e resistência. A anotação mais recente em seu histórico era justamente pelo crime de resistência, relacionado ao descumprimento de ordens e enfrentamento a equipes policiais durante abordagem.
Baleado
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe recebeu informações de que o imóvel na Rua Durvalino Custódio Firme continuava como ponto de venda de drogas. Os policiais também apuraram que Ueverton estava na residência.
Durante rondas na região, os militares viram um homem armado no portão da casa. Segundo o registro, ele percebeu a presença da viatura, fechou o acesso e correu para dentro do imóvel.
A PM informou que o suspeito ainda soltou um cão da raça pitbull contra os policiais antes de entrar na residência. A equipe usou agentes químicos para conter o animal e entrou na casa.
No interior do imóvel, os policiais encontraram Ueverton armado em um dos quartos. A corporação relatou que deu ordem para que ele soltasse a arma, mas o suspeito apontou o revólver em direção à equipe. Um policial atirou duas vezes.
Os militares acionaram apoio e levaram o homem para a Santa Casa de Aparecida do Taboado. Médicos tentaram reanimá-lo, mas ele morreu na unidade hospitalar.
A perícia apreendeu um fuzil Taurus T4 com carregador e seis munições intactas, além de um revólver calibre 32 com numeração raspada. Os policiais também encontraram 29,8 gramas de pasta base de cocaína e uma porção de maconha em um dos quartos da residência.
O caso foi registrado como resistência, porte ilegal de arma de uso restrito, tráfico de drogas, tentativa de homicídio contra agente de segurança pública e a 38ª morte decorrente de intervenção policial de 2026.


