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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

20/02/2019 16:36

Mulher que contratou pistoleiros para matar marido vai para presídio

Valdirene Fiorentino foi presa no mesmo dia em que empresário sofreu atentado; ela vai para presídio feminino de Jateí

Helio de Freitas, de Dourados
Valdirene e Pedro confessaram terem tramado morte de empresário (Foto: Adilson Domingos)Valdirene e Pedro confessaram terem tramado morte de empresário (Foto: Adilson Domingos)

Valdirene Fiorentino da Silva, 35, acusada de contratar pistoleiros para matar o marido, o empresário douradense José Pereira Barreto, 38, dono da Euro Tur Viagens e Turismo, está sendo transferida na tarde desta quarta-feira (20) para o presídio feminino de Jateí.

Presa em flagrante junto com outros seis envolvidos no crime, Valdirene estava há oito dias em uma cela na 1ª Delegacia de Polícia de Civil esperando vaga em algum presídio feminino, já que Dourados não possui unidade exclusiva para mulheres.

Por volta de 15h50 desta quarta, ela foi levada junto com outra detenta em uma viatura da Polícia Civil ao IML (Instituto Médico Legal), onde passou por exame de corpo de delito antes de ser encaminhada para o presídio.

Pedro Jorge Braga Cancio Junior, 29, funcionário da Eurotur, confessou ter planejado com a mulher do patrão o assassinato do empresário. Há indícios de que os dois eram amantes.

Ele e outros cinco envolvidos – Leandro Alves Gonçalves, 24, David Jonathan dos Santos, 29, João Paulo Alves Cardoso, 26, Paulo Vitor dos Santos, 32, e Charles Barros de Lima Ribeiro, 21 – estão na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) há cinco dias.

Charles Ribeiro teria disparado os três tiros com um revólver calibre 357, de uso restrito das Forças Armadas. Ele estava na garupa da moto Twister pilotada por Paulo Vitor dos Santos. Os outros três tiveram participação indireta no crime.

Nesta quarta, o delegado responsável pelas investigações, Rodolfo Daltro, disse ao Campo Grande News que José Barreto continua internado, por isso ainda não conseguiu pegar o depoimento dele. Ele levou um tiro no peito e outro no braço. Um terceiro o acertou de raspão.

A polícia tem até sexta-feira (22) para concluir o inquérito. Se não conseguir ouvir o empresário, ele só irá depor em juízo. Na sexta-feira, o juiz da 1ª Vara Criminal Luiz Alberto de Moura Filho concedeu liberdade provisória a José Barreto, que mesmo internado foi preso em flagrante por porte e posse ilegal de armas.

Na caminhonete S10 prata usada por ele no momento do atentado, a polícia encontrou uma pistola calibre 380. Já na casa do empresário, a polícia encontrou uma pistola calibre 9 milímetros, de uso restrito.

Na residência, localizada na Rua Araguaia, no Jardim Água Boa, também foram encontrados R$ 449 mil. A polícia espera Barreto sair do hospital para ter acesso aos três cofres localizados na casa. Todos só podem ser abertos com as impressões digitais do empresário.

Para ficar em liberdade, José Barreto teve de pagar dez salários mínimos de fiança (R$ 9.980), terá de comparecer todo mês em juízo, não poderá se ausentar da comarca por mais de 15 dias sem autorização judicial e está proibido de frequentar lugares públicos com aglomeração de pessoas, bares, boates e restaurantes.

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