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Interior

Paraguai faz controle longe da fronteira e turistas de MS têm acesso livre

Em Pedro Juan Caballero, controle de viajantes é feito em posto apenas a 18 km da linha internacional

Por Helio de Freitas, de Dourados | 22/07/2021 11:54
Movimento no centro de Pedro Juan Caballero, na semana passada (Foto: Ademir Almeida)
Movimento no centro de Pedro Juan Caballero, na semana passada (Foto: Ademir Almeida)

O isolamento de cinco dias obrigatório para todos que chegarem ao Paraguai, estrangeiros ou nacionais, não vai afetar os turistas brasileiros que lotam lojas de importados na fronteira com Mato Grosso do Sul.

Apesar de a quarentena determinada ontem (21) para tentar conter a chegada da variante Delta da covid-19 valer para todo o território paraguaio, nos 1.200 km de fronteira com Mato Grosso do Sul as barreiras de controle ficam distantes da linha internacional.

Em Pedro Juan Caballero, cidade separada por uma rua de Ponta Porã (a 323 km de Campo Grande), o acesso continua livre tanto para quem trabalha do outro lado da fronteira quanto para as centenas de brasileiros que todos os dias cruzam a linha para fazer compras.

Na capital do departamento de Amambay a barreira de controle para determinar a quarentena aos viajantes foi instalada no Posto Siriguello, a 18 km da cidade. Ou seja, turistas que vão Pedro Juan Caballero para fazer compras podem entrar e sair livremente.

Em Salto del Guairá, cidade localizada a menos de 20 km de Mundo Novo (a 476 km de Campo Grande) e outro importante centro de compras da fronteira, o posto de controle foi montado 10 km depois da cidade.

Mesma situação ocorre em Capitán Bado, cidade separada por uma rua de Coronel Sapucaia (a 400 km da Capital), onde a barreira para da quarentena fica a quase 20 km do perímetro urbano.

Desde ontem, todos os viajantes que chegam ao Paraguai por terra ou pelo ar precisam ficar cinco dias em isolamento. Com 12% da população imunizada ao menos com uma dose da vacina, o país vizinho tem o pior desempenho da vacinação na América do Sul e teme nova onda de contágio com a variante Delta.

A comissária Maria Elena Andrada, relações públicas da Polícia Nacional, informou que todas as pessoas que estão chegando ao país precisam preencher e assinar formulário se comprometendo a ficar de quarentena por cinco dias. A corporação promete fiscalizar se as pessoas vão cumprir o isolamento obrigatório.

Reclamação – A vice-presidente da Associação Paraguaia das Agências de Viagens, Martha Chamorro, criticou o governo do país vizinho pelo rigor exigido das empresas aéreas e das empresas de turismo enquanto adota controle quase nulo na fronteira.

“Na Ponte da Amizade não existe controle, é por ali que vai entrar o bicho, a variante”, disse ela, se referindo à ponte entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu (PR).

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