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Interior

PM diz que abordagem com taser segue critério e denúncia cabe à Corregedoria

Nota responde a caso registrado em Dourados durante questionamento sobre revista a pessoa com deficiência

Por Ana Paula Chuva | 28/08/2026 11:59


RESUMO

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A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul emitiu nota após a repercussão de uma abordagem registrada por câmeras em Dourados, onde policiais apontaram arma de fogo e dispararam taser contra ocupantes de um veículo. A corporação afirmou que segue critérios técnicos padronizados e orientou que denúncias sobre excessos sejam encaminhadas à Corregedoria-Geral, responsável por apurar responsabilidades administrativas e disciplinares.

A PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) emitiu nota oficial informando que os policiais militares seguem critérios técnicos padronizados durante as abordagens de rotina e ressaltou que denúncias ou reclamações sobre a conduta das equipes devem ser encaminhadas diretamente à Corregedoria-Geral da corporação.

O posicionamento ocorre após a repercussão de abordagem registrada por câmeras de segurança de uma conveniência em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande, na noite de quarta-feira (26). Na ocasião, dois policiais, um deles o sargento Helcius Dias Klain, utilizaram arma de fogo apontada e disparo de dispositivo de choque elétrico (taser) para conter ocupantes de um veículo.

Segundo a nota da instituição, as ações ostensivas são balizadas pelo POP (Procedimento Operacional Padrão), amparado pela legislação, que estabelece diretrizes para o uso progressivo da força conforme a reação e a resistência apresentadas na ocorrência.

A corporação ainda orientou que cidadãos que presenciarem eventuais excessos devem formalizar a representação junto à Corregedoria da Polícia Militar, órgão encarregado de instaurar inquéritos e apurar as responsabilidades administrativas e disciplinares.

Ainda na nota enviada ao Campo Grande News, a PMMS reitera que os canais formais da Corregedoria-Geral estão permanentemente abertos para receber informações, representações e denúncias da população, garantindo a transparência e o devido processo legal em todas as apurações. As denúncias podem ser feitas clicando aqui.

Caso

A abordagem aconteceu na noite de quarta-feira. As imagens mostram uma viatura da Polícia Militar chegando a conveniência por volta das 23h10. Quatro militares descem do veículo e apontam armas de choque para grupo que estava sentado na calçada do estabelecimento.

Os policiais ordenam que o grupo coloque as mãos na cabeça e permaneça próximo à parede da conveniência. Durante a revista, um dos policiais puxa um homem para próximo da avenida, enquanto um casal entra no estabelecimento.

Uma mulher aparece na gravação discutindo com um dos militares, que ordena que ela fique encostada na parede. Neste momento, um policial entra na conveniência. Em outra filmagem, feita de um segundo ângulo, o rapaz que grava a abordagem pergunta: "Qual foi o desacato que ela fez?". O policial, então, segura o braço da jovem.

O homem continua: "Não encosta nela. Por favor, uma policial mulher". Os dois seguem em direção à calçada da conveniência, enquanto a mulher diz ao policial: "Eu estava falando que meu amigo é PCD [Pessoa com Deficiência], e derrubaram o cara", afirma, aos gritos.

O rapaz que fazia a gravação volta a questionar o servidor: "Eu posso gravar porque o senhor é servidor público, certo?". Na sequência, o policial aponta  arma de fogo para o homem e diz: "Ela está presa, dá licença, vai". O militar, então, entra na conveniência para deter a mulher.

A tela fica preta e, na gravação, é possível ouvir uma mulher gritando: "Não encosta na minha irmã".

Em uma câmera de segurança instalada do lado de fora da conveniência, é possível ver o momento em que o mesmo policial dispara a arma de choque contra um dos rapazes. O homem cai no chão e, enquanto o militar tenta retirar os fios do equipamento, volta a acionar o dispositivo por cerca de cinco segundos. O rapaz chega a rolar pela calçada e cai na rua.

Outro policial atravessa o local e dá um toque no braço do servidor, aparentemente sinalizando para que ele interrompa a ação.

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