Desejo de sair do aluguel e da casa dos pais motiva compra de imóveis na Capital
A intenção de compras atingiu 60% no segundo trimestre do ano, ficando acima da média nacional, que foi de 52%
A intenção de compra de imóveis em Campo Grande atingiu 60% no segundo trimestre do ano, ficando acima da média nacional, que foi de 52%. Nesse cenário, o perfil dos campo-grandenses que mais procuram uma casa própria é o de quem quer fugir do aluguel e sair da casa dos pais.
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Conforme o Censo Imobiliário de Campo Grande, 39,7% pensam em sair do aluguel e 15% querem sair da casa dos pais. Também estão no grupo aqueles que buscam mudar de local, os que querem casar e quem se divorciou.
Ainda no segundo trimestre, 480 unidades foram lançadas, sendo que 240 fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida. Já em relação aos empreendimentos lançados, Campo Grande totaliza quatro novos projetos, dois em cada trimestre. O Valor Geral de Vendas atingiu R$ 257 milhões nos últimos dois meses.
Em relação ao preço do metro quadrado, o valor médio caiu 55%. No segundo trimestre de 2025, o m² estava em R$ 10.433, já no segundo trimestre deste ano, o valor ficou em R$ 9.857.
O vice-presidente do Sinduscon-MS (Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso do Sul), Rafael Tenuta, destacou que o imóvel de médio padrão tem se destacado.
“A gente vem com um volume de venda saudável, com um número de estoque saudável também. O imóvel de médio padrão teve aumento de venda muito grande nesse momento, 80% das vendas foi do imóvel de médio padrão, então, a gente acredita que esse é o público que está mais disponível para a aquisição. O perfil é variado, muito da profissão da pessoa, pode ser alguém que esteja numa transição, casando, saindo da casa dos pais”, destacou.
O consultor da Brain Inteligência Estratégica, Anderson Gonçalves, avaliou como positivo o mercado imobiliário de Campo Grande.
“O crédito imobiliário vem crescendo de forma substancial, tanto para aquisição que está ligada para o consumidor final, quanto para construção”, destacou.

O estoque na Capital abrange 2 mil unidades de produtos verticais. Esse número inclui lançamentos que já foram entregues e os que já foram divulgados, mas não construídos.
“O mercado de Campo Grande está passando por um ajuste em função da quantidade de empreendimentos que nós lançamos no passado. É um estoque extremamente saudável. Nós estamos nesse momento de equação. Campo Grande tem todas as características possíveis de aumentar ainda mais o número de vendas, lançamento é importante acontecer dentro da cidade”, completou.
Os dados foram apresentados pelo Sinduscon-MS, nesta sexta-feira (28). A pesquisa foi elaborada pela Brain Inteligência Estratégica.
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