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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

19/08/2017 19:22

Polícia prende seis suspeitos de sequestrarem garoto na fronteira

Gabriel Maymone
César Ojeda é apontado como um dos responsáveis pelo sequestro de Pedro Urbieta (Foto: Divulgação)César Ojeda é apontado como um dos responsáveis pelo sequestro de Pedro Urbieta (Foto: Divulgação)

A polícia paraguaia prendeu, na tarde deste sábado (19), seis suspeitos de envolvimento no sequestro de Pedro Urbieta de Souza, 12, ocorrido na última quinta-feira (17), em Ponta Porã – distante 323 quilômetros de Campo Grande.

As informações são de que pelo menos dois dos envolvidos seriam funcionários do pai do menino, o empresário Alexandre Reichardt de Souza, dono de uma loja de materiais de construção em Ponta Porã. Um dos detidos seria uma empregada da casa da família.

As prisões ocorreram em Pedro Juan Caballero – município paraguaio que faz fronteira com Ponta Porã.

O único preso que teve a identidade revelada até agora é César Ojeda Esteban Sanches, 21. Ainda não se sabe qual a participação de César no sequestro, mas com ele foi encontrada certa quantia em dinheiro e celulares.

Conforme a Polícia Nacional, um detento que estaria na Penitenciaria Regional de Pedro Juan Caballero seria o responsável por fazer as ligações e negociar o valor do resgate com a família.

Equipes continuam nas buscas para localizar os demais integrantes da quadrilha.

Pedro ao lado da mãe, após ser libertado pelos sequestradores (Foto: Direto das Ruas)Pedro ao lado da mãe, após ser libertado pelos sequestradores (Foto: Direto das Ruas)

Caso – O menino foi levado na manhã da quinta-feira (17), por três homens encapuzados que o abordaram na Rua Tiradentes, Centro de Ponta Porã, o colocaram em um carro e fugiram.

O delegado que conduz as investigações sobre o sequestro, Rodolfo Daltro, disse que, após ser sequestrado, Pedrinho foi levado para um matagal no perímetro urbano de Pedro Juan Caballero, onde ficou na companhia dos três sequestradores, que conversavam entre si em guarani e o tempo todo falavam com outras pessoas por telefone.

Após o último contato, os sequestradores levaram Pedrinho até outro matagal, onde o deixaram. O garoto saiu caminhando e na rua pediu carona. Ele foi levado até a sede regional da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero e logo em seguida entregue aos policiais brasileiros.

Os sequestradores pediram R$ 1 milhão para libertar o garoto. mas o delegado afirmou que Pedrinho foi liberado sem o pagamento de resgate. Segundo ele, os sequestradores se sentiram pressionados pela mobilização de forças policiais e decidiram libertar o estudante. “Todas as polícias se mobilizaram, inclusive no Paraguai”, afirmou.

(Colaborou Helio de Freitas, de Dourados)

(Matéria editada às 19h40 para acréscimo de informações)




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