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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

17/08/2017 14:57

Bandidos pedem R$ 1 milhão para libertar garoto sequestrado na fronteira

Contato com familiares do estudante foi feito de um telefone do Paraguai; equipe do Garras ainda não chegou a Ponta Porã

Helio de Freitas, de Dourados
Pedrinho com o pai, o empresário Alexandre Reichardt de Souza (Foto: Divulgação)Pedrinho com o pai, o empresário Alexandre Reichardt de Souza (Foto: Divulgação)

Os sequestradores do estudante Pedro Urbieta de Souza, 12, pediram R$ 1 milhão de resgate. O valor foi informado em ligações feitas ainda na manhã de hoje (17) para familiares do garoto, levado por volta de 7h30 por três homens armados na Rua Tiradentes, Centro de Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande.

Membro de família influente tanto em Ponta Porã quanto em Pedro Juan Caballero, Pedrinho é filho do empresário Alexandre Reichardt de Souza, dono de uma loja de materiais de construção no lado paraguaio da fronteira, mas que mora em território brasileiro.

O Campo Grande News apurou que os contatos com a família estão sendo feitos de um telefone do Paraguai. Os sequestradores estavam em um Gol geração II branco, com placa brasileira. “Os pais do menino estão perdidos, sem saber o que fazer”, afirmou um amigo da família.

A equipe do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) que saiu hoje de manhã de Campo Grande com destino à fronteira ainda não tinha chegado a Ponta Porã até às 14h30, segundo os familiares do menino.

Pedrinho é sobrinho do ex-prefeito da cidade, Bruno Reichardt, e do ex-ministro do Paraguai Paulo Reichardt. As famílias são tradicionais nas duas cidades.

Câmeras de segurança registraram o momento em que os homens armados interceptam o carro onde estava o garoto, fazem o motorista sair correndo e colocam o estudante no Gol branco. Os bandidos teriam disparado tiros em direção ao motorista, que chega a cair enquanto foge, mas não ele não foi atingido.

Familiares do menino reclamaram da falta de policiamento na cidade e afirmam que a fronteira está abandonada, em plena guerra que as facções travam pelo controle do narcotráfico.




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