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Campo Grande, Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

16/08/2019 11:00

Polícia procura motorista de aplicativo envolvido em assalto com reféns

Homem forneceu armas usadas no roubo a empresário de Dourados na quarta; dois assaltantes e três receptadores foram presos

Helio de Freitas, de Dourados
Raimundo Gabriel (de amarelo), líder do assalto, e Gabriel, preso levando Amarok para o Paraguai (Foto: Adilson Domingos)Raimundo Gabriel (de amarelo), líder do assalto, e Gabriel, preso levando Amarok para o Paraguai (Foto: Adilson Domingos)

A polícia de Dourados, a 233 km de Campo Grande, está à procura de mais dois bandidos envolvidos no assalto ocorrido na noite de quarta-feira (14), quando um empresário de 38 anos, a mulher dele de 36 e os dois filhos do casal, de 7 e 2 anos, foram feitos de reféns.

Os foragidos são um dos três assaltantes que invadiram a casa e o motorista de aplicativo identificado como Adriano da Rocha, que forneceu as armas usadas no roubo e ajudou na fuga após os bandidos abandonarem a família usando um carro prata, possivelmente Chevrolet Agile.

Nesta sexta-feira (16), o delegado Rodolfo Daltro, responsável pelas investigações, concedeu entrevista coletiva para dar detalhes do caso e apresentar os dois presos até agora – Gabriel Costa dos Santos, 18, o “Degolado”, e Raimundo Gabriel Teixeira da Silva, 26.

Gabriel foi o primeiro a ser preso, ainda na noite de quarta. Ele conduzia a caminhonete Amrok branca roubada na casa do empresário e foi preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) no Posto Capey, na BR-463, município de Ponta Porã. Apontado como líder do grupo e mentor do assalto, Raimundo Gabriel foi preso ontem em Dourados.

Foi Raimundo que mandou o áudio para o aplicativo WhatsApp do celular do condutor da Amarok cobrando agilidade da quadrilha. “Bora, vamo que vamo, ferramenta tá lá, carregada até na tampa de bala pronta para roubar... Cadê a locomoção? Cadê a gurizada? Vamo que vamo”, disse o bandido no áudio.

Além do motorista de aplicativo, a polícia procura também Wanderson Romeiro, o “Wandinho”, amigo de “Degolado” e que participou diretamente do assalto. Wanderson, Gabriel e Raimundo invadiram a casa, renderam a família e fugiram com a Amarok e o utilitário Hyundai Tucson, abandonado com as vítimas no anel viário de Dourados.

Os três presos com joias roubadas: Leonardo (à esquerda), Noé (centro) e João Vitor (Foto: Divulgação)Os três presos com joias roubadas: Leonardo (à esquerda), Noé (centro) e João Vitor (Foto: Divulgação)
Raimundo Gabriel, líder do assalto em Dourados (Foto: Divulgação)Raimundo Gabriel, líder do assalto em Dourados (Foto: Divulgação)

Receptadores – O SIG (Serviço de Investigações Gerais) também prendeu ontem três homens que compraram joias levadas da casa pelos assaltantes. Leonardo Bordin Leite, dono de um lava rápido, o funcionário dele João Vitor Martinez e Noé Kyone Belmiro de Oliveira foram autuados por receptação, mas pagaram fiança e vão responder em liberdade.

Os policiais também recuperaram o equipamento com imagens das câmeras de segurança da casa, levado pelos assaltantes para dificultar as investigações.

Raimundo Gabriel confessou ter deixado a arma que usou no assalto com o motorista de aplicativo que está foragido. Na casa do líder do assalto, que é membro do PCC (Primeiro Comando da Capital), a polícia encontrou uma televisão roubada das vítimas e a Carteira de Trabalho de Wanderson Romeiro.

O líder do roubo disse que vendeu para Leonardo Bordin Leite, por R$ 1.400, o par de alianças e a pulseira de ouro roubados da família. As alianças foram encontradas no bolso de João Vitor, que as guardou a pedido do patrão. A pulseira foi vendida por Leonardo para Noé de Oliveira. Noé confessou ter comprado a pulseira roubada de Leonardo por R$ 4 mil. Os dois assaltantes foram autuados em flagrante e vão permanecer presos.

Veja abaixo imagens da apresentação dos acusados e a entrevista do delegado do caso, hoje em Dourados:

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