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Prefeitura de Corumbá lança licitação de R$ 1,3 milhão para reformar museu

Obra será executada pelo regime de empreitada por preço global, com julgamento pelo critério de menor preço

Por Fernanda Palheta | 10/09/2026 09:57
Prefeitura de Corumbá lança licitação de R$ 1,3 milhão para reformar museu
Fachada do casarão centenário Wanderley, Baís & Filho, onde está instalado o Muhpan (Museu de História do Pantanal) (Foto: Divulgação/ Arquivo)

A Prefeitura de Corumbá, cidade a 428 quilômetros de Campo Grande, lançou licitação de R$ 1,3 milhão para reformar o casarão centenário Wanderley, Baís & Filho, onde está instalado o Muhpan (Museu de História do Pantanal).

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A Prefeitura de Corumbá lançou licitação de R$ 1,3 milhão para reformar o casarão Wanderley, Baís e Filho, sede do Museu de História do Pantanal. As propostas podem ser enviadas até 28 de setembro de 2026. O projeto prevê recuperação da cobertura, reforma hidrossanitária e restauro de fachadas. Construído em 1876, o imóvel é patrimônio histórico nacional e abriga fóssil de 550 milhões de anos.

De acordo com o aviso de licitação, publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (9), o certame será conduzido pela Secretaria Executiva de Licitações e Contratações, tendo a Fundação de Cultura de Corumbá como unidade gestora.

A obra será executada pelo regime de empreitada por preço global, com julgamento pelo critério de menor preço. As empresas interessadas têm até as 9h29 do dia 28 de setembro de 2026 para enviar suas propostas. A sessão de disputa de preços será aberta logo em seguida, às 9h30 do mesmo dia.

Conforme a Prefeitura, o projeto elaborado pela Funphan (Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico) prevê a reforma em toda a estrutura do prédio.

Entre as intervenções previstas no projeto estão a recuperação da cobertura, melhorias no sistema de drenagem pluvial, reforma das instalações hidrossanitárias e conservação das esquadrias, gradis, corrimãos e guarda-corpos. Na cobertura, o projeto prevê a substituição da cobertura danificada, tratamento impermeabilizante das lajes e tratamento da drenagem predial e infiltrações.

Nos ambientes internos, a obra inclui substituição de pisos e revestimentos danificados, adequação dos sanitários e reforma do banheiro acessível para pessoas com deficiência, com instalação de novas louças, metais e barras de apoio conforme as normas aplicáveis.

Também há previsão de intervenções nas fachadas e esquadrias, que incluem pintura e restauro de portas, portais e janelas, além da recuperação de elementos metálicos e de madeira. O projeto prevê ainda a instalação de gradil metálico e adequações nas proteções de áreas abertas. Recentemente, o prédio foi iluminado, valorizando e destacando sua arquitetura.

Abandono – No ano passado, a Prefeitura de Corumbá classificou o estado do imóvel, que possui 1.208,04 metros quadrados de área construída, distribuídos entre térreo, primeiro e segundo pavimentos e terraço, como abandonado.

No primeiro piso, a parte interativa – o corredor de imersão ao Pantanal – não funcionava com o furto de equipamentos, como retroprojetores. No piso acima, o salão expositivo, peças danificadas, jogadas ao chão ou furtadas também. No terceiro andar, área tecnológica e peças destruídas pelas goteiras.

O terceiro andar estava interditado devido aos graves danos causados pela infiltração e pela infestação de cupins, que afetaram, inclusive, obras de artistas renomados, dentre os quais Humberto Espíndola.

Patrimônio – Construído em 1876, o Wanderley & Baís é uma das imponentes edificações do Casario do Porto, tombada como patrimônio histórico nacional e testemunho do período em que Corumbá foi terceiro maior porto fluvial da América Latina, até meados do século XX. Sua arquitetura com influência europeia se impõe na Rua Manoel Cavassa, de frente para o Rio Paraguai e o Pantanal.

A implantação do Muhpan surgiu na primeira década do século XXI, quando se iniciou a reurbanização do porto e a recuperação do casario pelo Programa Monumenta. Projetado pela Fundação Barbosa Rodrigues, de Campo Grande, foi inaugurado em 2008. Sua concepção extrapolou o projeto inicial com a riqueza de peças arqueológicas e artísticas resgatadas dentro e fora do Brasil.

Considerado um dos museus mais importantes do país, pelo seu acervo e relevância histórica e cultural, abriga em sua coleção o fóssil Corumbella, de 550 milhões de anos, encontrado em Corumbá. Visitá-lo significa uma “viagem” pela ocupação humana do Pantanal, a colonização europeia, as monções, as guerras, os povos indígenas, a epopeia do telégrafo, o apogeu do porto, a chegada da estrada de ferro.

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