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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

09/04/2019 09:29

Profissionais de saúde denunciam roubo de remédios em área indígena

Seis funcionários da saúde federal, entre eles um médico, um enfermeiro e um dentista, registraram boletim de ocorrência denunciando um dos líderes do acampamento Pacuriti

Helio de Freitas, de Dourados
Mulher com crianças indígenas ao lado de lavoura de soja em Dourados (Foto: Cimi)Mulher com crianças indígenas ao lado de lavoura de soja em Dourados (Foto: Cimi)

Seis profissionais de saúde foram feitos de reféns, sofreram ameaças e tiveram medicamentos roubados por um grupo de índios do acampamento Pacuriti, na margem da BR-463, em Dourados, a 233 km de Campo Grande. Os fatos ocorreram por volta de 11h30 de sexta-feira (5), mas só ontem foram registrados na Polícia Civil.

De acordo com a denúncia, a equipe de Saúde da Família – formada por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, dentista, auxiliar de saúde bucal e o motorista – estava no acampamento para atender as famílias indígenas.

O acampamento existe há vários anos em uma área ocupada pelos índios, próxima ao trevo que dá acesso da BR-463 ao aeroporto de Dourados.

Depois de atender várias famílias, a equipe se preparava para deixar a área quando foi cercada pelo grupo liderado por Bonifácio Martins, a mulher dele Priscila de Souza e o filho do casal, Robson de Souza.

Usando pedras, o grupo bloqueou a estrada de acesso ao acampamento para impedir a saída dos profissionais de saúde. Crianças também foram armadas com facões para ajudar no cerco, segundo a ocorrência. Obrigados a descer do carro, os profissionais foram ameaçados e um dos índios chegou a encostar o facão no rosto do enfermeiro, chefe da equipe.

Bonifácio afirmou aos funcionários da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) que eles não poderiam entrar na área sem sua autorização. Sob ameaça de serem golpeados com facões, os profissionais tiveram de entregar medicamentos sem consulta médica.

Os índios se apossaram de antibióticos, corticoides, anti-inflamatórios, analgésicos, xaropes e outros remédios, tomados da equipe inclusive pelas crianças indígenas, por ordem de Bonifácio e sua mulher.

Segundo os profissionais de saúde, existe um conflito interno no acampamento entre o grupo de Bonifácio Martins e as outras famílias. Bonifácio não quer que a equipe de saúde atenda os outros moradores e cobra a saída dos índios rivais.

Antes de serem liberados, os funcionários da saúde foram “orientados” por Bonifácio a atenderem na casa dele primeiro, na próxima vez que forem ao acampamento.

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