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Interior

Terroristas paraguaios são denunciados por morte de rapaz executado em MS

Jorge Manuel Ríos foi sequestrado no dia 28 de junho, no Paraguai e morto no lado brasileiro

Por Helio de Freitas, de Dourados | 24/09/2021 08:53
Familiares de Jorgito no dia do velório do rapaz, em fazenda na fronteira. (Foto: Última Hora)
Familiares de Jorgito no dia do velório do rapaz, em fazenda na fronteira. (Foto: Última Hora)

O Ministério Público do Paraguai denunciou os quatro principais chefes do grupo terrorista ACA-EP (Agrupación Campesina Armada-Exército del Pueblo) pelo sequestro e morte de Jorge Manuel Ríos Barreto, 24, o Jorgito.

Jorge foi levado por guerrilheiros armados no dia 28 de junho da fazenda de seu pai na colônia Norte Pyahu, a 3 km do município de Caracol (MS) e a 20 km do perímetro urbano e de Sargento José Félix López, povoado paraguaio conhecido como Puentesiño, no Departamento (equivalente a Estado) de Concepción.

Em carta escrita em guarani deixada na fazenda, o grupo terrorista exigiu 200 mil dólares de resgate. A família de Jorgito reside em Ciudad del Este, ligada a Foz do Iguaçu (PR) pela Ponte da Amizade.

Depois de quatro dias de negociação, o rapaz foi executado com tiro na cabeça e o corpo deixado em um assentamento no município de Bela Vista (MS), onde foi mantido em cativeiro, perto do Rio Apa.

Feliciano Bernal Maíz, Hugo Vicente Bernal Maíz, Laubrindo Balbuena Mariz e Elizandro Balbuena Mariz, considerados os principais líderes do grupo terrorista, foram denunciados por terrorismo, associação terrorista, privação de liberdade, extorsão e extorsão agravada.

Os promotores Federico Delfino, Alicia Sapriza, Marcelo Pecci e Lorenzo Lezcano, da Unidade Especializada Antissequestro e Antiterrorismo, pediram julgamento à revelia e a prisão dos líderes terroristas.

Procurados há anos pelo governo paraguaio, os quatro comandantes da ACA vivem com os demais integrantes do grupo em áreas de mata fechada na região norte do Paraguai, perto da fronteira com Mato Grosso do Sul.

Os quatro terroristas são acusados de comandar série de crimes, como homicídios de civis e de policiais, sequestros, extorsões, incêndio de propriedades particulares e explosões.

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