Laudo definitivo da PF confirma que madeira apreendida não tinha cocaína
Carga segue retida no Porto Seco, em Corumbá, aguardando liberação da Receita Federal

O último laudo da Polícia Federal, emitido pelo Instituto Nacional de Criminalística, sobre as cargas de madeira apreendidas em Corumbá, a 430 quilômetros de Campo Grande, confirmou que não havia cocaína no material analisado. O documento, elaborado em agosto e encaminhado nesta segunda-feira (10) ao MPF (Ministério Público Federal), reúne os resultados de quatro exames periciais que tiveram resultado negativo para a presença da droga. A carga de madeira continua apreendida no Porto Seco de Corumbá, a cerca de 430 quilômetros de Campo Grande, aguardando a liberação da Receita Federal.
RESUMO
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Laudo do Instituto Nacional de Criminalística confirmou que não havia cocaína nas cargas de madeira apreendidas em Corumbá, em junho. O documento, encaminhado ao Ministério Público Federal, reúne quatro exames periciais com resultado negativo. A Receita Federal havia classificado a apreensão de 260 toneladas como a maior já registrada. A Polícia Federal investiga a origem da informação que gerou a suspeita.
Entre os materiais analisados estavam fragmentos de madeira e serragem. Em um dos exames, referente a um dos caminhões, foram encaminhadas cinco amostras de serragem e cinco de fragmentos de madeira para análise. O laudo concluiu que os exames realizados em todas as amostras resultaram negativos para cocaína, assim como para qualquer outra substância de interesse forense com as técnicas empregadas.
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A documentação agora anexada ao processo reforça a conclusão já apontada pelos exames preliminares: não foi encontrada cocaína nas amostras retiradas das cargas investigadas. Os quatro laudos foram produzidos em datas diferentes. O exame referente a um caminhão foi elaborado em 30 de julho, enquanto o outro foi produzido em 6 de agosto.

O documento encaminhado ao MPF (Ministério Público Federal), por sua vez, foi assinado eletronicamente em 10 de agosto. Nele, a perícia reúne as conclusões dos exames e registra que as amostras analisadas não apresentaram cocaína nem outras substâncias de interesse forense.
Este é o quarto resultado negativo na saga das madeiras apreendidas. O primeiro foi o teste realizado em campo, com o reagente de Scott, que apresentou coloração compatível com a presença de cocaína. Em seguida, veio a análise da polícia boliviana, também com resultado negativo. Posteriormente, um laudo da Polícia Federal apontou que as amostras analisadas não apresentavam cocaína. Agora, o quarto e último laudo da perícia federal reforça a mesma conclusão: não havia droga nas cargas de madeira.

Caso - Em 21 de junho, a Receita Federal divulgou nota informando a apreensão de 260 toneladas de madeira com suspeita de contaminação por cocaína, em uma operação realizada em Corumbá (MS) e Cáceres (MT). Na ocasião, o órgão classificou a ação como a "maior apreensão" de cocaína já registrada. Segundo a Receita, a droga estaria impregnada na madeira em estado líquido, utilizada como selante, e a apreensão foi resultado de um intercâmbio de informações entre autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Bolívia.
No início de julho, o Campo Grande News revelou que os testes realizados pela Polícia Federal no dia da apreensão e pela polícia boliviana, tanto na data da ocorrência quanto no início daquele mês, apresentaram resultado negativo para a presença de cocaína. Dias depois, o laudo pericial definitivo da Polícia Federal, elaborado a partir das amostras enviadas para Brasília, confirmou a ausência do entorpecente.
Após a conclusão do laudo, a Polícia Federal instaurou investigação para apurar a origem da informação que levou à suspeita de que a carga de madeira estaria impregnada com cocaína.
O Campo Grande News procurou a Receita Federal e aguarda um posicionamento.

