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Campo Grande, Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

19/12/2017 16:15

Vereadora é presa suspeita de cobrar R$ 80 mil para interferir em cassação

Ela foi presa na operação Voto de Minerva deflagrada nesta manhã pelo Gaeco em Água Clara

Guilherme Henri
Vereadora Márcia Queiroz Vida (PT do B)  (Foto: Divulgação/ Câmara)Vereadora Márcia Queiroz Vida (PT do B) (Foto: Divulgação/ Câmara)

A segunda vice-presidente da Câmara de Vereadores de Água Clara – a 198 km da Capital - Márcia Queiroz Vida (PT do B) foi presa preventivamente na manhã desta terça-feira (19) na Operação Voto de Minerva. Ela é suspeita de pedir R$ 80 mil para intervir no processo de cassação de uma colega em trâmite da Casa de Leis.

A operação foi deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio da Promotoria de Justiça de Água Clara, e a Polícia Civil, com o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

O promotor Paulo Henrique Mendonça foi quem conduziu as investigações. Foi apurado que, por meio de outra pessoa, que não teve o nome divulgado, Márcia pediu R$ 80 mil para a vereadora Gerolina da Silva Alves (PSDB) para que interferisse no processo de cassação dela.

Conforme o MPE, o suspeito de cobrar o valor também foi preso na operação. Além das prisões também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão sendo no gabinete e casa da vereadora e o outro referente ao segundo envolvido.

Na ação, foram apreendidos, os aparelhos celulares dos alvos. Eles podem responder pelos crimes de corrupção passiva e tráfico de influência.

A operação foi batizada como Voto de Minerva, pois é o que decide uma votação quando há empate. O termo se refere ao episódio da mitologia grega em que a deusa Palas Atena (que corresponde à deusa romana Minerva) preside o julgamento de Orestes, um reles mortal.

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