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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

28/08/2014 18:50

Justiça ouve policial que prendeu acusados da morte de vereador de Alcinópolis

Michel Faustino

O policial civil Adilson Rodrigues da Costa, arrolado como testemunha de acusação no caso do assassinato do vereador e presidente da Câmara de Alcinópolis, Carlos Antônio Carneiro, ocorrido no dia 26 de outubro de 2010, em Campo Grande, prestou depoimento à Justiça na tarde de hoje (28). Adilson foi responsável pela prisão em flagrante de Irineu Maciel condenado em 2012 a 19 anos de prisão pelo crime. Irineu foi levado ao local do crime na garupa da moto de Aparecido Souza Fernandes, de 35 anos.

Em pouco menos de 30 minutos, o policial descreveu momentos que antecederam o crime, até a captura de Irineu e Aparecido Souza. Segundo Adilson, ele seguia na avenida Afonso Pena quando ouviu três disparos de arma de fogo. “Eu estava na rua e ouvi os tiros. Quando olhei o Irineu estava subindo na moto e a vitima caída no chão”, lembrou.]

O policial que estava na direção de um automóvel, juntamente com outro policial, começou a perseguir a dupla que empreendeu fuga por diversas ruas da região central da Capital. “Nós vimos que era eles, e então fomos atrás. Perseguimos eles por diversas ruas até pegá-los”, disse. Segundo ele, a dupla foi rendida próximo a avenida Bandeirantes.

No momento em que foram rendidos, o policial lembra que questionou Irineu sobre o motivo do crime. “Qual foi a fita lá”, questionou. Segundo ele, o autor dos disparos que vitimaram o vereador alegou que tratava-se de crime de pistolagem e que o mandante teria pago R$20 mil pelo crime. Indagado sobre quem seria o mandante, Irineu se recusou a responder. A arma do crime, um revolver calibre 38, foi encontrada a poucos metros dali, com três cartuchos deflagrados.

De acordo com o juiz da 2ª vara do Tribunal do júri, Aluízio Pereira dos Santos, o policial foi a última testemunha do caso a ser ouvida em Campo Grande. Segundo ele, 10 testemunhas de acusação e seis de defesa ainda serão ouvidas por meio de precatórias. As testemunhas são dos municípios de Cóxim e Alcinópolis.

O juiz diz que todo esse processo deve acontecer em até 45 dias, e o caso deve retornar para a 2ª vara do Tribunal do júri, em Campo Grande, onde o ex-prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva, acusado de ser o mandante do crime, prestará depoimento.

Envolvimento - Dez meses após o atentado que matou o então presidente da Câmara dos Vereadores de Alcinópolis, Carlos Antônio Carneiro Costa , a polícia prendeu o ex-prefeito da cidade,  acusado de ser o mandante do crime, três vereadores, um comerciante e uma sexta pessoa que também teria envolvimento.

No início das investigações, a polícia anunciou que o vereador morto teria ameaçado denunciar um esquema de superfaturamento na construção de uma estrada nos arredores de Alcinópolis.

O prefeito detido, Manoel Nunes, e o presidente da Câmara, Valter Roniz integram o PR. Também foram detidos o vice-presidente da Câmara, Valdeci Lima (PSDB), e o primeiro secretário, Ênio Queiroz (PR).

O crime - Carneiro Costa foi morto em 26 de outubro do ano passado em frente a um hotel localizado na avenida Afonso Pena. Ele foi atraído para a emboscada por um pistoleiro detido logo após o crime.

Por telefone, Costa teria marcado um encontro na hora do almoço. Ele chegou ao hotel, perguntou pela pessoa que o aguardava, mas ninguém soube informá-lo quem seria.

Ao deixar o local, um dos pistoleiros se aproximou e o matou a tiros. O pistoleiro tentou escapar com um comparsa, de motocicleta, mas um carro da Polícia Civil que passava no local agiu rápido e deteve os pistoleiros.

Dentro da caminhonete do prefeito havia uma pasta com documentos, apreendida pela polícia, cujo conteúdo tem sido mantido em sigilo.

O vice-prefeito de Alcinópolis, Alcino Carneiro (PDT), fundador da cidade, é pai do vereador morto. Desde a morte do filho ele denuncia pela imprensa que o mandante do crime seria prefeito.



Só uma pergunta. Cadê os mandantes?
Só mesmo nesse estado para ficarem impunes os mandachuvas, vai ficar como o assassinato do Dr Paulo Magalhães. Pilantragem pura. Isso é um tapa na cara da população.
 
João Nelson de Oliveira em 28/08/2014 23:57:45
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