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Cidades

Ministro anuncia força-tarefa para investigar tratamento do câncer

Por Nícholas Vasconcelos | 06/05/2013 17:48

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vem a Campo Grande nesta segunda-feira (6) para a criação de uma força-tarefa para investigar as irregularidades no tratamento de câncer no Hospital do Câncer Alfredo Abraão e no HU (Hospital Universitário) da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

De acordo com o Ministério, o objetivo das investigações é garantir a segurança dos pacientes e combater o desperdício de recursos públicos mostrados pela reportagem do Fantástico, da TV Globo. A visita de Padilha começa hoje pelo Núcleo do Ministério e amanhã ele concede entrevista coletiva às 8h, no Hospital do Câncer.

A reportagem mostrou as denúncias da operação Sangue Frio, da PF (Polícia Federal) e CGU (Controladoria-Geral da União), deflagrada em março deste ano. Conforme as investigações, o serviço de radioterapia do HU foi desmontado propositalmente pelo ex-diretor José Carlos Dorsa para beneficiar o Hospital do Câncer e clínicas particulares do médico Adalberto Siufi, então diretor-geral da unidade e ex-diretor do setor de oncologia do hospital da UFMS.

Já no Hospital do Câncer era cobrado pelo tratamento de pacientes que já estavam mortos. A auditoria da CGU mostrou que de R$ 25 milhões em contratos na unidade, R$ 11 milhões foram direcionadas a empresas da família dos diretores do hospital.

Conforme o Ministério da Saúde, desde 2010 as duas unidades são monitoradas por suspeita de fraudes e as informações foram repassadas pelo Denasus (Departamento de Audiotira do Sistema Único de Saúde) para que a operação fosse realizada.

No Hospital Universitário, são investigadas fraudes em licitações, corrupção passiva, desvio de dinheiro público e superfaturamento em obras.

O MPE (Ministério Público Estadual) também investiga a situação do Hospital do Câncer e uma semana antes da operação Sangue Frio havia pedido o afastamento da diretoria da unidade. Empresas ligadas aos diretores prestavam serviço para o hospital, o que foi questionado pelo MP.

O contrato com a Saffar & Siufi Ltda (nome oficial da Neorad), que assinado em 2004, foi rescindido em agosto do ano passado. Contudo, em março de 2013, o Ministério Público recebeu a informação de que a sucessora no contrato foi a Siufi & Saffar Ltda. Apesar dos nomes invertidos, as empresas têm o mesmo quadro societário. Além de Adalberto, a Siufi & Saffar pertence a Issamir Farias Saffar.

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