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Mosquito se adapta ao frio e epidemia de dengue já atinge 50 cidades de MS

Adaptação de mosquito garante crescimento de casos de dengue também no inverno

Por Flávia Lima | 18/05/2015 10:32
Trabalhos de limpeza acontecem em bairros da Capital para evitar proliferação do mosquito. (Foto:Divulgação)
Trabalhos de limpeza acontecem em bairros da Capital para evitar proliferação do mosquito. (Foto:Divulgação)

Apesar da proximidade do inverno, os números de casos de dengue continuam crescendo em Mato Grosso do Sul. Segundo último levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, o total de notificações nas últimas 18 semanas totaliza 21.016 casos. Na última semana foram 845 registros em todo o Estado. Na semana anterior, o levantamento apontava 897 notificações, e um total de 19.187casos suspeitos.

De acordo com o coordenador do Controle de Vetores do Estado, Gilmar Cipriano da Costa, o número de cidades com alta incidência da doença já extrapola 50. Ocupando as três primeiras posições continuam Iguatemi, com 1261 casos, Sonora, com 895 e Selvíria, com 332 notificações. Como o município não informou dados das duas últimas semanas, o número pode ser um pouco maior. 

O número de casos suspeitos também cresceu em Amamabai, que computava 1.072 casos e agora soma 1.192; Maracaju, com 722 e Naviraí, com 853 contra 780 da última semana. A Secretaria de Saúde ainda não conseguiu totalizar o novo ranking por problemas técnicos.

Gilmar explica que o fato de a doença não estacionar nessa época de frio é devido a adaptação do mosquito transmissor ao meio ambiente. "A dengue há muito tempo deixou de ser uma doença sazonal, de ocorrência só no verão. Como o vetor vem se adaptando ao clima, os casos podem até diminuir, mas não desaparecem totalmente", destaca. Ele ressalta que no inverno de 2014 Campo Grande continuou notificando casos. "Durante todo o ano tivemos casos. O frio não impede mais o mosquito de proliferar", afirma.

No total, já são sete óbitos confirmados em todo o Estado. Desde a primeira semana de relatório da doença, a Secretaria de Saúde registrou duas mortes em Sonora, uma em Campo Grande, Corumbá, Paranhos e Juti. Na sexta-feira (15), o sétimo óbito confirmado ocorreu em Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande. A morte foi confirmada pela Vigilância Epidemiológica da cidade e vitimou uma mulher de 26 anos, no dia 8 de maio.

Segundo informações de profissionais de Saúde do município, a mulher começou a apresentar os sintomas no dia 4 e foi internada no Hospital da Vida no dia 06, morrendo dois dias depois. O teste que confirmou a causa da morte saiu na quinta-feira (14).

Serviços de manutenção - Campo Grande está entre os 30 primeiros municípios com alta incidência de dengue. De janeiro até maio já são 4.297 notificações e 1.039 casos confirmados, com o registro de 1 óbito confirmado pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). A vítima foi a professora aposentada Amélia Atsuko Guenka da Silva, 67 anos, que residia no bairro Monte Castelo.

Para evitar que o município suba no ranking, a prefeitura segue realizando serviços de limpeza em bairros, com serviços de limpeza de ruas e terrenos públicos. Semanalmente, a Secretaria de Infraestrutura organiza um cronograma de limpeza, que atende tanto às vistorias sazonais dos bairros quanto as solicitações da população.

As denúncias de áreas e imóveis com lixo, podem ser denunciadas pelo telefone 3314-3676. Neste caso, o solicitante recebe um protocolo para acompanhar o atendimento.

No caso de lixo e entulho em terreno particular, é possível fazer denúncia por meio do número 156. A Ouvidoria de Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) também recebe denúncias de áreas propícias para a propagação de insetos transmissores de doenças como dengue, febre chikungunya e leishmaniose, além dos animais peçonhentos. As denúncias podem ser feitas pelos telefones 3314-9955 ou 3314-3340.

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