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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

05/12/2017 10:17

Motorista diz que teve R$ 5 mil levados em primeira abordagem de PMs

Informação consta do auto de prisão de dois policiais que estão presos por cobrar propina de R$ 150 mil

Aline dos Santos
Informação está no auto de prisão dos policiais militares. (Foto: Montagem: Cristiano Lemos)Informação está no auto de prisão dos policiais militares. (Foto: Montagem: Cristiano Lemos)

O motorista do caminhão-baú, que trazia carga de cigarros contrabandeados do Paraguai e avaliados em R$ 1 milhão, relata que antes do pedido de propina de R$ 150 mil teve R$ 5 mil levado por policiais militares. O caso terminou com a prisão do sargento Alex Duarte Aguir e do cabo Rafael Marques da Costa por corrupção passiva.

.Em depoimento à Corregedoria da PM (Polícia Militar), Rogério Fernandes Mesquita afirma que foi abordado por uma viatura perto do rodoanel de Campo Grande na última sexta-feira (dia primeiro).

Ele conta que havia quatro policiais militares na viatura. Após perguntarem sobre a carga, ordenaram que o veículo fosse para uma estrada vicinal. Em seguida, o motorista recebeu ordem de entrar na viatura. Conforme o relato, ele foi “entregue” a um homem sem farda, mas que seria policial. Os policiais ficaram com os R$ 5 mil que estavam no seu bolso e a nota fiscal da carga.

Enquanto circulava de carro pela cidade, o telefone do motorista tocou e foi atendido por essa pessoa, que cobrou R$ 150 mil. Sem detalhes, Rogério conta que foi resgatado mais tarde por um veículo, aproveitando a distração dos policiais.

O crime foi denunciado ao MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por telefone. A informação foi repassada ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que passou a monitorar a situação e acionou o Batalhão de Choque.

Ainda conforme documentos da Corregedoria, o sargento informou, ao ser abordado pelos policiais, que estava de férias, mas monitorava uma denúncia de droga e não informou nenhum superior sobre esse trabalho. Ontem, a Justiça converteu em preventiva as prisões do sargento e do cabo, que estão no Presídio Militar.

O caso - O Gaeco acionou equipes policiais – Rotac (Rondas Ostensivas de Ações de Choque) e Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motos) – após informação de que um caminhoneiro estava com policiais, que exigiam propina para liberar o veículo.

Na sequência, o caminhão foi localizado na rua Verdes Mares, esquina com a avenida Gunter Hans, no bairro Tarumã. Próximo ao local, havia um veículo Honda Civic.

Foi repassada a informação de que o dinheiro seria entregue no posto Tarumã. No local, o responsável por levar a quantia foi identificado como sendo Fábio Garcete, amigo do motorista Rogério Fernandes Mesquita.

No posto, equipes do Gaeco observaram que o Honda se aproximou de Garcete. Em seguida, os policiais abordaram carro e uma motocicleta, que ladeava o Honda. A ação foi perto do posto de combustíveis e próximo ao caminhão. No Honda Civic, estava o sargento, enquanto o cabo conduzia a moto. O documento do caminhão foi encontrado no carro do sargento Aguir. Uma nota fiscal foi localizada no bolso do cabo Rafael.

Fábio e o motorista reconheceram Aguir como o policial que exigiu e pegou o dinheiro. O motorista do caminhão ainda reconheceu o cabo como companheiro do sargento e relatou que é o dono de um dos celulares encontrado com Aguir. O Campo Grande News apurou que houve pagamento de R$ 30 mil, com cédulas marcadas.



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