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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

03/06/2009 15:09

Policial freqüentava casa da família de Elaine há um ano

Redação

Réu confesso do assassinato da policial civil Elaine Yamazaki, 35 anos, o colega de trabalho na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher), Cleideval Vasques, freqüentava a casa da família dela há um ano. A mãe da vítima, Maria Grande Holanda Viana, 63, até contou que rezou pelo autor dos disparos, que sofria uma crise de depressão.

Maria contou que Vasques freqüentava sua casa há aproximadamente um ano. No dia anterior do crime, 12 de março deste ano, ele foi junto com Elaine e almoçou na chácara da mãe da vítima. Ela contou que orava bastante pelo policial, que estava depressivo e falava em se matar.

Ela contou que temia a morte de sua filha por "qualquer canalha", menos por um amigo da família. "Eu pensava que ela podia ser morta por qualquer canalha, porque ela era policial, menos por ele".

Revelou que considerava Vasques de confiança. "Quero que Deus abençoe ele e tenha salvação, porque minha filha não vai ser trazida de volta", afirmou Maria, muito emocionada, enquanto aguardava a audiência na 2ª Vara do Tribunal do Júri, que acabou sendo adiada.

A irmã de Elaine, Eloída Viana, considerava Vasques um protetor da família. "Ela não aceitou um não da minha irmã", afirmou, sobre a possível causa do crime, na madrugada de 13 de março deste ano.

Já o viúvo, Wilson Yamazaki, 45, afirmou que sabia da amizade entre a esposa e o policial civil, por causa da profissão e da igreja. Apesar de negar qualquer desconfiança por parte de Elaine, ele contou que a vítima jurava não ter nada com Cleideval Vasques. "Quero que Justiça seja feita e ele fique preso", ressaltou Yamazaki.

A filha de Elaine, Letícia Yamazaki, 11, relembrou dos bons momentos vividos com a mãe. Contou que todos os dias ela dava o beijo de boa noite e abraçava a filha. "Era muito carinho", afirmou.

Na noite do crime, Wilson Yamazaki contou que fez o jantar, como acontecia todos os dias, e ficou esperando a esposa, que costumava chegar às 22h50. Como ela se atrasou, ele ligou para a Polícia Militar e chegou a fazer o trajeto da esposa entre a Estácio de Sá, onde ela cursava Direito, e a residência.

No entanto, ele só ficou sabendo da localização do corpo às 6h35 da manhã, após passar a noite insone preocupado com Elaine. A família foi avisada pela PM.

Cleidival está preso.

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