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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

03/06/2011 13:50

Gases poluidores do ar são alvo de medição na Julio de Castilho

Paula Vitorino

Medição faz parte do Plano de Controle de Poluição Veicular de Campo Grande

Julio de Castilhos tem intenso tráfego de ônibus e veículos. (Foto: Pedro Peralta)Julio de Castilhos tem intenso tráfego de ônibus e veículos. (Foto: Pedro Peralta)

Como parte do Plano de Controle de Poluição Veicular de Campo Grande, três trechos da Capital serão monitorados para avaliar a qualidade do ar da Capital. Nesta semana, o equipamento está instalado na Avenida Julio de Castilhos, próximo ao cruzamento com a Presidente Vargas.

A via foi escolhida pelo intenso fluxo de veículos, principalmente de ônibus, e por estar localizada em uma região mais afastada do Centro. Segundo o coordenador do programa de medição veicular, Neif Salim, o equipamento fica no local até a próxima terça-feira (7). Já no dia 8 ele segue para o último trecho de avaliação, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Rui Barbosa.

Para quem respira todos os dias o ar da Julio de Castilhos, a poluição é algo visível. Com a sabedoria de 80 anos de vida, Josefa Benicia constata que “não precisa de medidor, é só sentir respirar e sentir a poluição”.

Usuária do transporte coletivo, ela mora próximo ao terminal rodoviário da Avenida e afirma que os efeitos da poluição no ar podem ser sentidos em tudo. “No cabelo, na pele, na respiração. Afeta tudo”, diz.

A opinião é compartilhada por vários habitantes da via, como o vendedor Vicente Neto, de 52 anos, que afirma limpar por ao menos quatro vezes a tela do computador para retirar “a poeira preta de poluição”.

Após cerca de uma década respirando o ar da avenida diariamente, ele diz que o maior efeito é sentido durante à noite, “tenho dificuldade para respirar”.

“O ônibus para aqui no ponto da frente e quando sai deixa um fumaceiro. É isso que vai poluindo o ar”, diz. Ele mora na Vila Alba e garante que o ar do seu bairro é mais puro que o da movimentada avenida.

O monitoramento da qualidade do ar é tido pelos moradores como o primeiro passo para diminuir a poluição, mas o mecânico Antônio Rafael de Carvalho, de 49 anos, ressalta a importância de áreas verdes e lembra que os veículos antigos poluem mais o ar.

“A gente vê muito carro andando pela cidade e soltando muito fumaça. Os carros mais novos já filtram mais os poluentes e dá pra regular a emissão dos gases. Mas depende muito do proprietário e do bolso de cada um”, diz.

Ele e sua esposa, Vera Lucia Terra, de 46 anos, apostam que após o monitoramento dos trechos da cidade a Julio de Castilho não terá a pior qualidade, mas sim a região central. “Lá é muito mais poluído, aqui ainda nem tanto, tem áreas mais abertas”, justifica.

Equipamento faz a medição de seis gases do ar. (Foto: Pedro Peralta)Equipamento faz a medição de seis gases do ar. (Foto: Pedro Peralta)

Avaliação - O monitoramento começou no dia 24 de maio, na Avenida Gury Marques – BR 163, Saída para São Paulo. A avaliação da qualidade do ar no local ainda não foi concluída, mas já foi possível constatar os horários de pico de poluição. Entre às 5h e 7h – 17h às 21h, quando muitos motoristas estão chegando ou voltando de seus compromissos, o índice de poluição do ar alcança níveis extremos.

No trecho, os principais vilões são os veículos de grande porte como caminhões e ônibus, que trafegam diariamente pela Avenida, e utilizam o diesel como combustível.

Já no local escolhido para a última medição, na região central, o objetivo é constatar o impacto do fluxo intenso de veículos durante todo o dia.

O equipamento fica em cada local por sete dias, incluindo o fim de semana para analisar a diferença da poluição veicular neste período. Depois, o monitoramento é repetido por três dias em cada um dos trechos para aferição das informações coletadas.

Até o próximo dia 30 deve ser emitido um relatório com os resultados do monitoramento, segundo Neif Salim. Com base nas informações, as secretarias de meio ambiente do Estado e da Capital vão determinar quais medidas necessárias para a melhoria da qualidade do ar.

O estudo está previsto na Resolução nº 418 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e irá integrar o Plano Estadual de Controle de Poluição Veicular, feito em todo o país.



o conama tinha que ter POLITICA pra reduzir o preço do ALCOOL nas bombas .
isso sim é reduzir a poluiçao . agora o alcool mais caro doque a gasolina. resta a
poluiçao... vamos brasil...
 
janilson cavalcante em 03/06/2011 09:32:49
Lógico que apenas medir o ar não serve de nada como medida efetiva, mas é essa medição que dá as diretrizes de quais ações tomar.
 
Rubens Filho em 03/06/2011 03:47:50
Acho que somente medindo o ar não vai adiantar de nada. A policia e a Agetran teria que fiscalizar estas caminhonetes e onibus que estão poluido a cidade. Tem umas pessoas que abrem os escapamentos destes veiculos para fazer mais fumaça, parecendo assim uma bomba de fumaça ambulante.
 
Rodrigo Otavio em 03/06/2011 02:02:19
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