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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

25/04/2013 20:35

Possibilidade de epidemia de gripe aliada à dengue preocupa saúde do Estado

Nyelder Rodrigues e Nícholas Vasconcelos

A possibilidade, por menor que seja, de enfrentar duas epidemias ao mesmo tempo já traz preocupações às autoridades de saúde de Mato Grosso do Sul.

Como o Estado já sofre com a dengue desde o início do verão, uma possível epidemia de gripe poderia agravar ainda mais a situação.

Nesta quinta (25), o Governo Federal prorrogou a vacinação contra a gripe para até o dia 10 maio. A vacina protege contra os vírus influenza H1N1 (popular gripe suína), H3N2 e o da gripe B.

“O medo é juntar a dengue com a influenza, porque a vacina leva três semanas para deixar as pessoas imunes”, comenta a diretora de Vigilância em Saúde do Estado, Bernadete Lewandowski.

Conforme Bernadete, é importante que as pessoas fiquem atentas e não deixem de se vacinar novamente este ano, já que a vacina do ano passado não tem mais efeito. A vacina é feita com vírus inativo e fragmentado. “Ela não faz a pessoa ficar com gripe, mas caso ela tenha será um tipo mais ameno”, explica.

No Mato Grosso do Sul, o foco da vacinação são 456.542 pessoas, que estão dentro dos grupos de risco, como idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses a dois anos, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), pessoas privadas de liberdade, profissionais de saúde, além das pessoas que têm doenças crônicas do pulmão, coração, fígado, rim, diabetes, imunossupressão e transplantados.

A meta é vacinar 80% das pessoas dentro do grupo de risco. Em Campo Grande, a meta será cumprida quando 131 mil pessoas forem vacinadas. No Estado, 43% já foram imunizadas.

Enquanto isso, a epidemia de dengue prossegue, mas em declínio. Até quarta-feira (24), foram registrados 87.260 casos notificados de dengue, enquanto o número de casos semanais da doença passou de 2.711 entre os dias 7 e 4 de abril para 2.138 na última semana.

Já o número de mortes se mantém estável, com 23 óbitos confirmados até o momento. Em Campo Grande, 10 pessoas morreram, duas em Vicentina. Aquidauana, Camapuã, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Fátima do Sul, Dourados, Miranda, Nova Andradina, Paranaíba, Rio Verde e Sidrolândia tem uma morte cada.



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