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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

26/05/2011 10:43

Preconceito é maior entre pessoas que estudaram menos, mostra pesquisa

Agência Brasil

A escolaridade é um dos fatores que mais influenciam o nível de preconceito da população em relação a homossexuais: quanto mais anos de estudo, maior é a aceitação do indivíduo em relação à diversidade sexual. É o que aponta pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo e coordenada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Venturi. O estudo, com 2 mil entrevistados em 150 municípios, foi feito em 2009 e transformado em um livro que será lançado em junho.

A pesquisa identificou que um em cada quatro brasileiros é homofóbico. Foram considerados homofóbicos aqueles que têm tendência – forte ou fraca - em transformar o preconceito que sentem em relação a esse público em atitudes discriminatórias. Esse perfil foi detectado a partir da resposta dada aos participantes a perguntas como “homossexuais são quase sempre promíscuos”, “homossexualidade é safadeza” ou “a homossexualidade é uma doença que precisa ser tratada”.

Cruzando as respostas obtidas com as características da amostra, foi possível detectar, por exemplo, que mulheres são menos homofóbicas (20%) do que os homens (30%) e que a variação de renda não tem grande impacto nesse comportamento. Já a escolaridade é um dos fatores com mais peso: enquanto entre os que nunca frequentaram a escola o índice de homofóbicos é 52%, no nível superior é apenas 10%.

“Esse efeito não é porque o assunto [a homossexualidade] esteja nos programas pedagógicos. Se estivesse, o efeito seria maior. Mas o simples fato da convivência com a diversidade nas escolas faz com que isso se reflita em taxas menores”, explica Gustavo Venturi.

A pesquisa também entrevistou cerca de 500 homossexuais para investigar de que forma eles são vítimas de preconceito. Metade (53%) já se sentiu discriminada e os colegas de escola aparecem como segundo autor mais frequente dessa prática, depois de familiares. Quando perguntados sobre a primeira vez em que foram discriminados, a resposta mais frequente é "na escola".

“Há uma tolerância na sociedade com a discriminação de LGBTs [lésbicas, gays, bissexuais e travestis], ela se sente mais à vontade para falar que não gosta, diferente do que acontece com os negros”, compara o pesquisador ao lembrar que estudos feitos pela Fundação Perseu Abramo sobre preconceito contra outras minorias apontaram taxas menores de discriminação.

A religião também influencia na aceitação da população LGBT. Entre os evangélicos, 31% têm tendência a comportamentos homofóbicos, contra 24% dos católicos, 15% dos praticantes do candomblé e 10% dos kardecistas. Além do acesso à informação e da frequência à escola, Venturi aponta como estratégia importante para o combate à homofobia uma legsilação específica que coiba esse comportamento, como já existe com o racismo.

“Quando a legislação vem, já reflete uma maturidade da sociedade. Depois, ela vai atuar de forma preventiva entre aqueles mais resistentes. Mesmo que digam que a pessoa não vai mudar seu pensamento, ela só vai se preocupar em não ser punida, isso do ponto de vista da reprodução do preconceito é importante. Para ser reproduzido, o preconceito precisa ser dito e se você diminui os espaços sociais para que isso ocorra ele vai ter uma reprodução menor e tende a diminuir”, diz



A SABEDORIA DO HOMEM É LOUCURA PRA DEUS !!!
 
MARIA INES em 26/05/2011 11:22:12
"...A escolaridade é um dos fatores que mais influenciam o nível de preconceito da população em relação a homossexuais: quanto mais anos de estudo, maior é a aceitação do indivíduo em relação à diversidade sexual...."(segue).."....A religião também influencia na aceitação da população LGBT. Entre os evangélicos, 31% têm tendência a comportamentos homofóbicos, contra 24% dos católicos, 15% dos praticantes do candomblé e 10% dos kardecistas....".Respeito a pesquisa e seu autor,mas acho que não há ai "valor" algum para se nortear o assunto,primeiro NÃO esxiste escolaridade em relação á preconceitos de qualquer espécie,o cidadão tem sua OPNIÃO e isso,escolaridade nenhuma muda.Segundo "religião"evangélicos(parece) crer mais no que esta escrito na Bíblia"que os homoafetivos não heradrão o reino dos céus......"me perdoem se estiver errada,a Católica tem muitos casos de "pedofilia e homosexualismo"dentro de suas portas e por isso "passam"mais a mão na cabeça de muitos erros da humanidade.Então não podemos "medir"um preconceito nem tão pouco querer "empurrar"guela abaixo de pessoas,que aceitem tal coisa,outra coisa nota-se que de uns tempos para cá,se trocaram a "piedade" dos :SEM TERRA,DOS INDIOS E DOS NEGROS,PELOS HOMOAFETIVOS.enquanto batemos uma tecla só neste assunto os outros ficam esquecidos,pois politicos só defendem uma causa onde "enchergam maior quantidade de votos",não é que ele aceita certas manifestações,ois quando seu nome aparece na lista negra dos "contras",ninguém esquece,e ele sabe disto.
 
cristina mendes em 26/05/2011 03:37:34
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