Os tipos de motoristas que me fazem perder a paciência
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Os tipos de motoristas que me fazem perder a paciência
Se você buzina em engarrafamento, ocupa duas vagas ou acha que os outros adivinham para onde vai virar, talvez esta coluna seja para você.
Não sou uma pessoa perfeita no trânsito. Às vezes estaciono torto, entro na rua errada, perco a saída do GPS e já devo ter cometido algumas pequenas vergonhas automobilísticas. Mas existem alguns tipos de motoristas que conseguem despertar sentimentos que eu nem sabia que existiam. E não estou falando de quem erra sem querer. Estou falando de quem parece acordar de manhã e pensar: "Como posso dificultar a vida de todo mundo hoje?"
O buzinador de engarrafamento
Esse é um clássico. O trânsito está completamente parado. Parado. Ninguém anda. Ninguém sai do lugar. Tem dez carros na sua frente. Mesmo assim surge aquele que aperta a buzina como se Moisés fosse abrir o mar vermelho ali na Avenida Afonso Pena. O que exatamente ele espera que aconteça? Que os carros da frente levantem voo? Que o congestionamento fique constrangido e desapareça?
A buzina foi criada para alertar, não para demonstrar revolta existencial. Se ninguém consegue andar, sua buzina só tem uma função: irritar pessoas que já estão irritadas.
O inimigo da seta
A seta é uma invenção extraordinária. Ela custa zero reais para usar. Não exige mensalidade. Não precisa de assinatura premium. Mas mesmo assim muita gente se recusa. Tem quem não dê seta. Tem quem dê seta depois que já virou. Tem quem dê seta para a esquerda e vire para a direita. É praticamente uma pegadinha automobilística. Essas pessoas parecem acreditar que os demais motoristas possuem poderes mediúnicos.
Mas o fato é que ninguém tem bola de cristal. A seta existe justamente para evitar que alguém descubra sua intenção através de uma colisão.
O proprietário de duas vagas
Você chega ao estacionamento. Procura uma vaga. Procura outra. Procura mais uma. E então encontra um cidadão ocupando duas vagas ao mesmo tempo. Às vezes com um carro importado. Às vezes com um carro popular. Porque a falta de noção é democrática. Talvez ele pense: "Meu carro merece espaço." Ótimo. Então alugue uma garagem maior. Você não pagou duas vagas. Você não recebeu um título de nobreza quando comprou o veículo. E seu carro não é patrimônio tombado pelo Ministério da Cultura. Todo mundo tem medo de arranhão. Todo mundo gosta do próprio carro. Mas a vaga continua sendo uma vaga. Uma. Só uma.
O tartaruga da pista
Existe o motorista apressado. Mas existe também o motorista que parece estar participando de um documentário sobre a lentidão. A rua inteira anda a 50 km/h. Ele anda a 20. Sem motivo. Sem trânsito. Sem chuva. Sem obstáculo. Sem qualquer explicação científica conhecida. E atrás dele forma-se uma fila de veículos tão grande que já pode pedir emancipação. Dirigir devagar nem sempre é dirigir com segurança. Às vezes é apenas atrapalhar a vida de todo mundo.
O piloto de Fórmula 1 que ninguém contratou
Na outra ponta está aquele que dirige como se estivesse disputando a última volta de uma corrida. Costura entre carros. Cola na traseira. Ultrapassa onde não deve. Acelera para chegar... no mesmo semáforo vermelho que todos nós vamos encontrar daqui a cem metros. É impressionante. Ele coloca dez pessoas em risco para ganhar exatos doze segundos.
A verdade é que trânsito é convivência
No fundo, o trânsito é um dos maiores testes de civilidade da vida adulta. Porque ninguém está ali sozinho. A rua é pública. O espaço é compartilhado. E dirigir bem não significa apenas saber trocar marchas, estacionar ou passar no exame do Detran. Significa entender que existem outras pessoas tentando chegar ao trabalho, levar filhos para a escola, voltar para casa ou simplesmente sobreviver ao caos urbano.
Talvez o segredo seja simples: dar seta, respeitar a vaga, manter uma velocidade compatível com a via, e não buzinar sem necessidade. Mas eu não precisaria estar falando nada disso se as pessoas simplesmente fossem um pouco mais civilizadas e menos egoístas.
E o que este assunto tem a ver com imagem? Tudo! Afinal, o seu comportamento conta tanto ou mais que a sua aparência quando o assunto é a percepção que as pessoas têm de você. Educação, respeito, empatia e bom senso também fazem parte da sua imagem pessoal, inclusive quando você está protegido atrás de um volante.
(*) Larissa Almeida é formada em Comunicação Social pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e pós-graduada em Influência Digital pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Durante 14 anos, trabalhou na área de comunicação e imagem em instituições como a Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o Senado Federal, além de ter coordenado a comunicação da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul). É consultora de imagem formada pela RML Academy (Royal Makeup Lab Academy) e pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, além de especialista em dress code e comportamento profissional por Cláudia Matarazzo e pela RMJ TRE (RMJ Treinamento e Desenvolvimento Empresarial). Siga no Instagram @vistavoce_.

